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MISANTROPO

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Mácula inacabável do descaso a outrem, Incendeia a candeia fúnebre egocêntrica Sem indulgência tanto hoje, como amanhã. Antes, pensava-se ser algo transitório e, Natural da laia injusta de outrora. Todavia, Rastros ativos na modernidade Obrigam a faceta oculta ressurgir Perpetuando a herança maldita do fisiologismo, Onde há retiro e consternação. JRA (o poeta da verdade).

ESCARAPENTAR

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Empecilhos diversos afetam Sem dúvida alguma, o caminho Circunscrito e ambicionado A outrem, de maneira ardilosa. Raramente há pretexto para Arquitetar nova rota de fuga Pois, improvisar é algo Emergente e cultural, Nesta terra desprovida de Tenacidade e decoro, nos Arrabaldes da logorréia Rompante e desenfreada. JRA (o poeta da verdade)

PERSONA VERSUS SITCOM

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"há tempos o blog não sente [risos] o devaneio e , 2011 por enquanto, está marcado, em palavras..." Amada esposa, hoje ao contemplar o esplendor da nossa cria amamentando-se em seus braços é momento de singular beleza e superação. Tu sabes que a bênção concedida chegou no tempo certo e nossos corações, calejados durante a árdua caminhada, careciam desta ocasião. Sabemos também que, novos desafios chegarão! Mas, toda a nova semente precisa ser testada nos mais diversos solos desta existência. E, por mais que a nossa convivência se depare com a aridez de outrem, a nova era de maneira alguma irá nos pertencer. No entanto, o esforço para perdurar o zelo e a educação, repassados, condiz com nossos traços típicos herdados e concebidos por gerações que, nem sempre são lembradas! Tanto em contos de roda, como do mesmo modo em lembranças imagéticas acolhidas discretamente por lentes caleidoscópicas, que sentiram o mesmo sabor da felicidade, pela qual desfrutamos, agora. Foi então ...

DIÁLOGOS URBANOS

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Da coleção " Diálogos Urbanos": BATIUNFINU E CARETA em: ‘Na boca do lixo’ [careta] – ô Batiunfinu, olha lá! É o pescoço que tá devendo uma pedra pra gente... [batiunfinu] – é hoje que o filha, dança. Prepara um fino rapidinho com pimenta-preta. [careta] – Tá branco... [narrador]Neste momento o camburão passa lentamente e o pescoço pica mula. [careta] – Ih, sujo batiunfinu é os samangos. E, agora? [batiunfinu] – Esse pescoço é um baita de um largo. Se livra dessa mérlim de uma vez, tongo! [narrador]Careta não sabe o que fazer então engole o preparado pro pescoço e quando os samangos se aproximam, as lágrimas correm pela face do tipo. [os samangos] – Olha só! Cadê a mercadoria, cambada?! [narrador]O semblante roxo do careta, acrescido de náuseas, espalha a substância no coturno lustrado da autoridade. Batiunfinu pra tentar consertar a situação solta uma: [batiunfinu] – esquenta não, patrão... Acontece.Lustro tá novo! [narrador] E a solavancos e pontapés, a dupla desastrada vai ...

NO MAN'S LAND versus no mean city

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Terra de ninguém Cão sombrio caminha. Dilacera a carne em instantes Marcada para perecer... Amaldiçoado seja O delator do grupo! Sentirá a lâmina da inquisição Criar sulcos na tez lentamente Enquanto brada por socorro. Nestas bandas aprende-se: Ver e ser cego, Ouvir e ser surdo, Calar-se! E não vozear aos quatro ventos... Hoje, a sentença capital Do príncipe cauto em governar Sobressai fielmente. Lá! Soldo sagaz labuta Leis severas persistem Verdugos não hesitam. Enquanto aqui, Vivemos dispersos Numa cidade sem sentido. JRA (o poeta da verdade). Boa parte do ciclo de amizades sabe que trabalho em pronto-socorro. Já faz um bom tempo que presencio a ação do homem sobre o homem, observando os mais inusitados meios de violência contra outrem. Porém, hoje algo me deixo muito espantado. Tratava-se de um "x-9" na gíria, ou seja, o dedo-duro, o delator , o alcaguete. Enfim, não é benquisto e o fenecimento é barbaria e atrocidade "pura".Bom, não vou entrar em detalhes,...

CHUVA FINA

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Esta crônica faz parte da coleção "dando uma garibada" A chuva fina chegou. Seja bem-vinda! Era esperada ansiosamente nas pastagens secas e, mesmo de tempos em tempos sua presença perene agrada os amantes de uma estiagem prolongada quando lembram a pluviosidade em demasia de outrora. Porém, a condição atual determina que esta fonte primordial para a vida esteja cada vez mais se tornando escassa devido à contaminação de rios e riachos, e, diante da necessidade de suprir as relíquias de cada corpo, esta chuva fina presente “hoje” é muito contemplada. No entanto, por volta do século XVIII um estudioso espantou sua sociedade com uma teoria, onde a escassez dos alimentos seria o resultado do aumento desordenado do crescimento populacional. Isto na época representou um desdém pelas considerações filosóficas e sociais, uma vez que à economia estava centrada no campo. De lá, para cá, os tempos evoluíram e a teoria daquela época hoje reflete uma condição alarmante e emergente “a falta...

LEMBRANÇAS...

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Autoria: LOURIVAL DIAS MACHADO Eu procuro não ser saudosista, mas parece que isso está impregnado no meu ser, no meu sangue e na minha alma. Neste momento enquanto ouço a chuva caindo e os trovões anunciando a sua eminente presença, envolvido por uma brisa aconchegante e, embalado por estas “sonoras” gotas que deslizam pela calha e mergulham de encontro à calçada, sentado neste banco pego-me a recordar de momentos que um dia eu vivera nesse lugar. Parece-me que cada lembrança trazida à tona é uma lágrima que reluta em precipitar de meus olhos. Não me envergonho de dizer isso, pois, sem dúvida, foram aqui que ocorreram as melhores coisas da minha vida, ou pelo menos, estar aqui proporcionou que grande parte delas acontecessem. Lembro como se fosse hoje, e me embalo a imaginar como se ainda estivesse vivendo aqueles momentos: meus amigos, nossas brincadeiras, nosso papos, nossos planos (que geralmente davam errados) os quais a gente sempre lamentava por não ter dado certo, mas depois ...