quinta-feira, 13 de novembro de 2014

TUTA-E-MEIA

Tempos atrás, ou melhor, dias atrás gozava de minhas férias da melhor maneira possível que podia para despreocupar a cachola dos afazeres no trabalho. Por outro lado, entretido com as pendências, consertos e ajustes na moradia, pouco a pouco percebia a insignificância operar quando a atenção não é projetada. Bom, esse zelo era concentrado para algo material e de repente o pensamento resgatou algo distante, porém, muito importante: meus dezessete anos de serviço se aproximavam e hoje são completados. O valor desse momento equivale a uma vida de aprendizagem em ambiente hostil que detalhei alguns trechos em um texto que está em meu blogTodavia, fragilidade é a palavra mais próxima da realidade do meu entendimento hoje em dia e, o ambiente da dor (pronto-socorro) que aprendi a respeitar dia após dia, atualmente distanciou-me dos capítulos vividos por atores de diversos tons penosos entrelaçados por angustia e pressa. Dessa maneira o novo desafio impetrado em meu ser trazia a dificuldade em praticar o ato de, ouvir. Sim! Ouvir. Pelo menos tentar escutar e ativar a empatia a outrem. Jamais poderia, eu, ingressar previsões a cerca dessa possibilidade, mas a cada decisão tomada, um movimento surpreendente atiça e ativa o universo. Assim, nasceu o sujeito sem fala, sem opinião e pronto para escutar. Dura prática. Dura labuta. Contudo, muito pertinente e distante do trabalho, sinto que deve ser aplicado o legado herdado para obter equilíbrio. No entanto, essa tarefa é mais trabalhosa quando o assunto é nosso lar. Diminuto e anódino fico, pois somando mais alguns dias a este, nova data extraordinária traz a lembrança do nascimento de meu filho Roberto. Ah, que momento magnífico fora o aconchego do colo paterno, as pedaladas de ida e volta com a cadeirinha que comprei para meu companheiro predileto. Nunca imaginei, ou, propaguei falas a mente para afirmar que aquele tempo passaria rápido demais e agora o vejo (meu filho) quase homem. Aceitar a duras penas que as decisões dele somente pertencem a ele e igualmente machucam sua mente e coração é a sina de cada pai e mãe que, procuram inventar maneiras de enganar-se que estão no controle de tudo. Talvez, o crescimento para cada ser nessa existência esteja atrelado e conectado a decisão sobre o que é certo e errado conforme o ponto de vista de cada um! Porque o oposto disso será a vontade da maioria. Mas, viver é estar presente em todos. E, por mais complicado e complexo que seja visualizar e imaginar as possibilidades de uma decisão danosa sei que o momento de crescer chegou e a bagatela dos inúmeros dias nessa existência indicou uma coisa...  

JRA(o poeta da verdade).

2 comentários:

  1. São nossas escolhas poeta, e por elas somos responsáveis, né não?
    Abraço amigo.

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    Respostas
    1. tua visita é sempre bem-vinda preciosa Mangela... abraços fraternos e poéticos.

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