Tricampeonato SR

POWER TRIO DOS RESISTENTES CONQUISTA O TRICAMPEONATO SUPER RANDONNEURS E CONCLUI O BRM 600 KM DO CLUBE AUDAX CWB
Antes de iniciar o relato a equipe Ciclismo de Resistência parabeniza os guerreiros Luís Nyznyk (o Tresk) e Luiz (o Ridler) pela conquista. Acompanhamos de perto a luta e determinação dos amigos para superar as adversidades e conquistar com muita garra o titulo de “Super Randonneurs”. Força sempre guerreiros e comemorem, muito.
Falou em praia logo vem em mente condição atmosférica super agradável e passeios longínquos beira mar caminhando ou pedalando. Mas, e se o tempo mudar? Chuva, frio e vento intenso tomando conta? Bom, (risos) ninguém sai de casa. Porém, antes de prosseguir, mais de 20 “Guerreiros Randonneurs” saíram de Curitiba e, o destino seria apreciar um pouco desse clima aprazível. Será (risos)? O imprevisível reina supremo continuamente quando o assunto é longa distância e, piora conforme os quilômetros aumentam. Todavia, antes de continuar a pedalada em letras, bora lá ao tradicional clichê (risos): neste final de semana sucedeu o BRM 600 km do Clube Audax CWB e o “Power Trio dos Resistentes”, Anderson Oliveira de Souza (o capitão), Isaias Domingues Batista (The Flash) e José Assumpção (o veterano) atenderam prontamente o chamado para batalha. O percurso fora mantido e, com apenas uma mudança em Itapoá/SC. Dessa maneira para grande maioria seria um final de semana magnífico apreciando as belezas do litoral paranaense e catarinense. Assim, o discurso do Presidente do Clube Audax CWB, Cícero Britto, demonstrava cautela e muita atenção na rodovia. Dado o sinal de largada a ansiedade pedalava solta pelas ruas de Curitiba. Cruzamos boa parte do centro, bairro Alto da XV, Tarumã e logo após a PR 415 até o acesso ao contorno Leste. O clima exuberante lembrava o BRM anterior e, o ritmo aumentava. Mais de 40 km superados, era o momento de seguir pela BR 277. Nesse instante lembrei amargamente do último desafio, pois a condição do acostamento está pior que o vizinho das bandas dos Campos Gerais. É certo que o pessoal das concessionárias de pedágio detesta ciclistas! E, aumenta essa animosidade com tamanha intensidade que apenas um ínfimo fragmento de acostamento na descida da Serra está em boas condições. Mas, José! Por que você sempre cita a condição dos acostamentos em seus relatos? Ora, voz interna que me perturba (risos) o acostamento é o local de segurança. É lá que devemos seguir na via, caso contrário, carece competir com os demais veículos à boa sorte de poder seguir sem acidentes. Contudo, até o acesso a cidade de Morretes a descida que já é complicada e perigosa da Serra o acostamento totalmente sujo e rugoso minava as forças. Caro leitor (a) não vou alongar muito em detalhes porque o percurso está detalhado em outro relato para não ficar denso e, assim, convido a todos a pesquisar nossas postagens no link abaixo:
Por outro lado, o desconforto e falta segurança nas vias devem ser eriçados ao extremo, para que, talvez, algum dia, o ciclista tenha seu espaço nas rodovias e não seja necessário conquistar na marra. Bom, próximo das dez horas da manhã o primeiro PC em Antonina era alcançado. Parada rápida, checagem dos equipamentos de segurança, e, momento de carregar capa de chuva porque o tempo bom, sumira. O prenuncio das intempéries trazia descontrole do psicológico. O clima amigável do último desafio agora era hostil. Nuvens gris acobertavam a rica beleza da Mata Atlântica e, o tom negro nas montanhas, raios riscavam o céu entre elas e logo em seguida o barulho do trovão tremia a alma guerreira. Ventos fortes travavam o ritmo na PR 412. Contudo e recapitulando, para auxiliar a batalha impiedosa, pouco depois da saída de Morretes, o acostamento da BR 277 que antes, mesmo sujo e esburacado, deixava saudades infinitas. O novo piso agora rugoso tornou-se um tormento e a cadência diminuía rapidamente. O alívio e salvação seriam a PR 412, mas o vento intenso chegou e seguiu viagem. Companheiro inseparável dos Randonneurs até o Ferry Boat, deu uma trégua e a chuva reinou. O meio da tarde tornou-se noite. De Guaratuba até Itapoá e retornando para Antonina a chuva persistiu fielmente. Mais de dez horas deixando em alto e bom som sua presença em cada gota que colidia com o capacete. Todo o tempo perdido com a condição lastimável do acostamento na BR 277 foi recuperado na SC 415. Mas, o pessoal dos sem treino (risos) encabeçado por: Isa, Tapia, Wandeco, Emanuel Lima e Gerão se deliciavam com média acima de 40km/h e esqueceram dos estratagemas que a chuva deixa e caíram feito strike devido a presença de óleo no acostamento. Instante de muita tensão, mas “os Guerreiros Randonneurs” não se abateram e continuaram firmes. Enfim, após mais de 15 km percorridos o acesso a Itapoá era avistado. A condição do mau do tempo e neblina espessa, prejudicava a visão e, com isso, seguir pelo acostamento era pura roleta ruça. Cada possa d’água avistada não havia certeza se um buraco estava à espera e dessa maneira a solução fora usar o bordo da pista na SC 415. Antes das oito horas da noite chegamos ao PC2. Toda visão esplendida do último desafio fora apagada. Conseguimos apenas visualizar o porto em Itapoá com o auxílio da iluminação pública e mesmo assim continua magnífico. Checagem dos equipamentos, alimentação reforçada, devíamos retornar rapidamente antes que o frio se apossasse. Novamente na SC 415 o ritmo dos guerreiros era intenso. Não sentia mais os dedos nas trocas de marchas.
Tentava de todas as formas alterar o uso da luva encharcada, mas a pele franzida e os calos na palma da mão, não davam folga. Somado a isso a meia aumentava o seu tamanho na sapatilha e abraçava as pontas do dedo sem dó. Os acúmulos de areia na roupa transformava o ciclista em boneco de areia ambulante. Para completar, lixava as partes íntimas e mesmo com os óculos de proteção, vez ou outra a areia queria penetrar nos olhos, feito colírio de exame oftalmológico. Ufa!!! Era chegado o momento do novo embarque de retorno no Ferry Boat. O relógio do ciclocomputador cateye do veterano José Assumpção, acusava dez horas. Por sorte lá estava à embarcação e um breve cochilo fora possível para ativar os ânimos. Desembarque, corpo gélido, fétido e embebido pela chuva abundante, mais de 70 km deveriam ser superados até o PC3. Naquele instante a mente começou a entrar em ação. Para poder engana-la alguns artifícios devem ser utilizados, mas (risos) isso é segredo guardado a sete chaves pelo veterano José Assumpção. Bora conquistar Antonina novamente. Chegamos no PC3 pouco antes das quatro da madrugada. Aquele momento é o ponto exato do sono profundo onde a mente, o espírito e a alma resgatam energias. Todavia, Anderson Oliveira e José Assumpção optaram em não dormir. Alimentação rápida, checagem de equipamentos e, retornar ao Ferry Boat pela última vez. Enfim, isso tudo são metas, planos arquitetados antes do desafio, para guerrear perante as inúmeras variáveis e, somente pode ser aplicado por aqueles que dominam a arte. Não é aconselhado devido ao grau intenso de estresse e, novamente (risos) os segredos são guardados a sete chaves pelos “RESISTENTES” ou, você acha que esse nome foi escolhido a toa, oras (risos). Enfim, lá estavam o capitão e o veterano na BR Rugosa. A chuva cessou, porém, retornou com violência no trecho que achamos que ganharíamos tempo, a PR 412. Seu companheiro também estava presente e agora com mais força, o vento penetrava na alma guerreira. A média horária de 30 a 32 km/h foi desintegrada e nos contentávamos em poder se equilibrar na magrela e seguir a 16 km/h. A perseverança prevaleceu e optamos em seguir firmes até o Ferry Boat, pois o corpo poderia entrar em estado de hipotermia e encerrar o desafio. O jeito era continuar girando e, pouco depois das nove horas da manhã dávamos adeus à travessia do Ferry Boat. Checagem equipamentos, escolher o ponto exato da próxima parada para alimentação e, fechar o BRM 600 km. A mente estava focada. Cito agora apenas um furo e, isso, colaborou e muito diante de tantas adversidades. Não lembro o horário ocorrido, mas por sorte estava no antigo Posto Maru e utilizei os recursos para facilitar a troca. Bom, mais de 80 km faltavam para fechar o desafio. Os números não perdoam. Devemos sempre utilizá-los e, assim, as forças internas entravam em ação copiosamente. Próximo das quinze horas de domingo, 01/09/2019 estávamos em Morretes outra vez e os 80 km diminuíam com alegria. Olhei para o capitão e sentia o contentamento da conquista muito próximo. Pouco depois das 16 horas Anderson Oliveira e José Assumpção finalizavam o desafio. Tempos depois chegava Isaias Domingues com o Emanuel. A batalha estava encerrada. A satisfação interna elevada e o agradecimento a Nossa Senhora Aparecida minha protetora e a Deus e família pela paciência, sempre. Vaaaaaaaaaaaaaleu!!!
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