segunda-feira, 17 de março de 2014

QUADRADO

O ouvido alheio é sempre bem-vindo. Foi assim, hoje! Então, durante as manias do meu pensar, investi euforicamente um momento. Dessa maneira a balzaquiana que considero tanto, escutava o delírio sobre os quadrados. Na verdade o que eu pretendia dizer é que os tais quadrados eram, ou melhor, são caixas feito baús. Todavia, o tamanho não é desmedido de um para outrem, pois o peso depositado ali das confidências duradouras jamais devem ser liberadas e até mesmo, emancipadas. Caso contrário, todo o empenho será em vão. Seria esse o desejar mais sincero? Talvez... contudo, nossas vontades nunca perpetuam e na diminuta veleidade desse gosto, o tempo torna-se implacável para demonstrar o preço da decisão. Bom, pra deixar mais clara à passagem dos pensamentos filosóficos, cada qual expôs sua vivência e a cada fruto concebido dessa caminhada, os ensinamentos explodiram em atenção e cautela. O tempo parou. O tempo sempre para. Porém, penso eu que o ato de ouvir nem sempre pode ser alcançado a tempo e, resolvi escrever. Por sorte, ou na obliquidade desse acaso, a intensidade desse dia equivale ao segundo dia da lua em sua fase de cheia taça e as energias se movimentam. Senti que muitas ventanias ainda estariam por vir. E, certo sopro proposital disse: Viver é assim e o mundo tudo ensina. Nessas quase quarenta e três primaveras vividas, ainda me questiono onde fica esse tal mundo ladino. Talvez se localize mais próximo da alameda gelada que busquei, após uma zanga e perda do teto acolhedor e caloroso. Ou, no pão duro e bolorado ofertado por outrem para diminuir um pouco a fome. Ui, que ensinamento carregado. Por isso que o ato de aprender é tão difícil. Mas, volto novamente às caixas. Parece-me que agora elas são construídas diariamente e acumulam-se velozmente lado a lado, uma em cima da outra, canto a canto. Até cogitei abrir uma pra ver no que dá. O infortúnio dessa abertura delineou, revolta. Puta azar, meu! Deveria etiquetar a dita cuja. E há tempo hábil pra lembrar-se desse detalhe? Não. Feito o ato, percebi que era hora de deter a produtividade de tal artefato. Todavia, concentrar forças e abrir todas de uma vez seria imprudência, pois a boa vontade acendeu! Mas, a coragem, ainda não. 

JRA ( o poeta da verdade).

6 comentários:

  1. Querido Amigo Giba!!Caixas...as famosas caixas...o que comentar sobre essas caixas?
    Eu senti uma imensa vontade no decorrer da leitura de correr em seu auxílio e dizer não abra!
    Deixa-as bem longe de voce e nem sequer retire o pó.
    Felizmente voce não as abriu!

    By Ana Andrade

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    1. Obrigado pela presença Nina, Ana Andrade... então, rs sou curioso e teimoso e a rápida abertura de uma delas, causou um baita reboliço... imagina se invento de abrir as demais rs... sai de perto rs!

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    2. Giba...Giba...posso não estar por perto para impedir...
      Portanto menino teimoso e curioso não bra as outras caixas!!
      Já sabe o que contém lá dentro!!!
      Beijo com carinho meu querido "Amigo"
      Ana Andrade

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  2. Boa tarde soldado do amor...
    A curiosidade, nos ajuda
    a desvendar os mistérios da vida.
    Mesmo que nos traga surpresas desagradáveis
    Faz parte da arte! rs.
    Abraço, querido amigo.

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    1. ô, saudade da tua palavra, abençoada Mangela... sua visita é sempre muito bem-vinda. Fique, bem...

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