domingo, 17 de fevereiro de 2013

AÇÃO!




Basta à ação de outrem sobre nós, efetuando mudanças indesejáveis, para que as transformações ocorram de forma fulminante e implacável. JRA (o poeta da verdade).

Diante das inúmeras reformas nos últimos dias na minha atual casa, algo tocou profundamente o meu ser quando a fala do pedreiro findou a obra, pronunciando:“ cada obra que eu inicio ou vejo surgir, tenho em mente que se começa errado, termina errado”. Pouca atenção eu dera naquele momento, uma vez que se tratava de um bêbado infame e a muito custo via minha casa surgir perante os entraves. Todavia, a obra errada fora iniciada e não havia como, parar. De lá pra cá as transformações seguiram e hoje percebi a potência da fala do infeliz pedreiro recomeçar novo processo de mudanças perante uma única ação. Qual seria? Bom, por longos quinze anos a labuta do meu ser seguia a dura rotina da noite e mesmo infiltrado em ambiente malogrado, sempre consegui resgatar resiliência e paciência para superar esta condição.  No entanto, aquelas inúmeras noites trabalhadas foram reduzidas a pó após receber a notícia da extinção do setor em que eu trabalhava e optar por continuar ou não na instituição tendo que trabalhar no período diurno. Aquela ação trouxe sensação terrível. Seria possível seguir adiante sabendo que a noite traz o silêncio e o pensamento? Optei por continuar. Sim! Preferi continuar e assim a ação se transformou em mutações indesejáveis. Percebia o quão é grandioso o esforço para superar e tentar de todas as formas equilibrar as energias interiores, porque semelhança alguma encontrara perante o novo ambiente para poder ou ao menos conseguir sentir a atração do semelhante, da mesma maneira que eu conseguia no decorrer das longas horas noturnas de serviço. No entanto, a movimentação afetava o lar. Os demais entes percebiam e sugavam a nova sina, conforme o passar das horas arrebentava a morosidade de um dia inteiro agora bem distante do lar. Período delicado, mas viver é sofrer e a velocidade da modernidade não espera e dá refresco ao pensar para que o bom senso predomine. Ações, tomei. Transformações, criei... Bastou uma ação errada e o carro sem freio que se chama impulso opera velozmente. Talvez agora a bonança reine perante ação dura aplicada da minha parte, mas sei eu que começou, errado. 

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