segunda-feira, 20 de julho de 2009

AMIGO

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A palavra da forma mais direta, sempre traz o significado através da visão única de quem quer decifrar com facilidade, os caminhos do entendimento, e desta forma diversas expressões saem a detalhar isto em mais palavras.



Esta semana uma palavra de fácil compreensão trouxe esta reflexão da maneira que tento decifrar isto para mim e assim saiu AMIGO. O dia era de comemoração, e então algo ficou marcado e registrado, da forma que tentei entender apenas a importância.


Busquei no dicionário o auxílio achando a informação. Num certo trecho li APARÊNCIA. Depois do ato inesperado uma revolução cercou o pensamento. É!Ter um amigo é ter um espelho sempre perto. E assim determinei minha caminhada dolorida tentando achar esta aparência.


Espalhei-me pelo virtual da informação tentando encontrar este tal amigo. Não encontrei. Então, através da fala disquei números a lançar-se com o mesmo objetivo e nenhuma voz apareceu. Mas a imagem poderia ser ouvida? Percebi que o engano do teclado do telefone, apenas determinou a agonia do fracasso do primeiro momento, e novamente nada a chegar. Sai ao vento! O dia claro de uma tarde de inverno, apenas aqueceu com o calor que não trouxe o consolo necessário, e então retornei ao lar a pensar. Não pode ser desta maneira como diz o dicionário! Onde as aparências se encontram? Onde estará este espelho que busco? Pois necessito disto, se não a verdade das aparências é um engano, e um aleive para quem determinou isto, para muitos interpretarem quando lerem o simples.


Sentei novamente no meu sofá e no olhar de relance vi uma gaveta que há tempos não abria. Uma carta muito antiga lá estava e ao desdobrá-la do envelope amarelado pelo tempo li “... você é minha referência...” e todo um trecho marcava a fala da saudade, determinada em palavras que esta pessoa escrevia. O autor desconhecia, mas as palavras traziam uma aparência diante do que sentia. A lágrima vem de imediato, pois aquele escrito perdido na gaveta do tempo era a minha aparência. Que amigo escrevera isto? Se nem a autoria sabia e tão menos assinada estava a tal carta? Ri de momento, pois aquele era o amigo que me espelhei e continuei a ler.


A cada trecho que se aprofundava, mais as aparências se equivaliam e o inesperado de momento deixou um amigo em palavras. Mas e o espelho? A imagem? Necessidade tola de o pensamento ter uma imagem, se as palavras eram o sentimento puro e verdadeiro. Que magnífico amigo encontrara numa simples gaveta, guardado sem importância, por alguém que confiou o seu silencio, a confidenciar palavras numa carta abandonada.


Então a verdade era clara! O amigo fora encontrado quando através da fala silenciosa de dentro saiu PALAVRAS. Sim! Esta é a imagem poderosa do sentimento, que faz o cego enxergar sem ver e o mudo ler sem falar.


Estava presenciando a imagem que procurava quando no ultimo trecho li... ”agora deixo escrito isto para nunca me esquecer, meu amigo...”. Um capricho detalhava um rasgo na parte da carta que finalizava a assinatura do autor, mas tinha uma data anotada logo ao lado, que ficou na aparência que tive como de proposital atitude para determinar o tempo. Sai novamente correndo para fora do lar, e vi que o tempo tinha mudado. A noite chegara carrancuda como sempre e o sol se despedia ao longe, como se fosse retornar no tempo que estava escrito na carta datada de momento.


O número trazia vinte de julho apenas sem um ano a determinar, mas ali percebi o que faltava para a imagem se criar. Era dia do amigo e ninguém a lembrar. A carta trazia as palavras aparentes para quem escreveu, mas o felizardo não era eu. Sabia que era a saudade de um amor. Um amor que machucou e num certo trecho se transformou em aparências. Pois o fiel escritor tinha a certeza que a outra parte era idêntica em sentimento e ali pôs o significado da data na busca de reconquistar quem era a tal referência. Muito feliz estava com o conteúdo, mas algo misterioso cercava a tal carta.


Por que não fora entregue? O envelope que era branco e se transformou em amarelo com o tempo, não tinha destinatário, e assim se seguiu fechado numa gaveta a esperar. Mas por que desta maneira?


Como carteiro me situei de momento, achando que deveria dar procedência ao destino, e se não fosse travado pelo pensamento, a busca tola seria feita, pois o remetente não queria entregar . O quase passou de frente a mim e percebi um medo pela parte que deveria ter feito a entrega, pois este era o propósito da carta a ficar esquecida no tempo. Então resolvi devolvê-la a sua gaveta.


Mas este quase que deixou o impulso da minha parte fazer a minha vontade a entregar tal documento, foi refeito quando o sentimento falou novamente. Guarde! Guarde bem! Este é o preço da imagem perdida de uma aparência que se achou ser a mesma. Abri a gaveta e após colocar cuidadosamente a carta no seu envelope marcado pelo tempo falei.


Bom! Sempre que esta data chegar irei abrir esta gaveta para ler e lembrar:


O espelho que busquei se chama palavras, pois de maneira alguma outra face irá alcançar tamanha aparência quando o assunto é sentir...


obs. - homenagem ao dia do AMIGO , no caso a todos os meus amigos ...


Um comentário:

  1. Está linda sua página...lindo esse vídeo José..eu tomei a liberdade de publica-lo tb para meus amigos no meu blog..beijinhos e um feliz e santo dia dos amigos....

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