segunda-feira, 6 de abril de 2009

FOLHA BRANCA


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Folha branca está aqui perante os olhos

Porque não consigo recitar sem o acólito?

A leitura cobra a falta de fé

Decorar é o ato a sobrepujar

Esta ocasião contra a maré.

Saiu de dentro toda a poesia!

Porque não consigo recitar sem o acólito?

Lembrei alguns versos e o todo lá

Como prisão do meu engenho

No escrito delirante que saiu do peito.

Porque não consigo recitar sem o acólito?

Os versos em canção

São apelos do meu coração

É uma questão de superação

Deixar a folha no caixão.

Novamente exposto

Feito infante inseguro

Soluçando o medo

Balbuciando ao relento

Esperando o folheto

Como alento sedento.

Porque não consigo recitar sem o acólito?

As indigestas palavras criaram a folha branca!

O papel vivo marca e imita

Até vencer a difícil arte do repente

Em vez de ler versos somente

Sem paixão

Sem emoção

Sem dicção

Até conseguir recitar sem o acólito presente...

JRA (o poeta da verdade).



2 comentários:

  1. Parabéns , belo poema, agradeço sua gentil visita ao Armazem. Qua a literatura seja sempre ponte, das energias belas do mundo Abraço
    carmen

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