quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

SONO PROFUNDO





Representação típica do dia a dia por diversas ruas e lugares. Mas uma questão forte ainda marca e a necessidade de mudar é ampla. De quem é a responsabilidade? Muitas “vozes” dizem do governo, das instituições filantrópicas. Será? Vale ressaltar que o miúdo – aparentando ser menor de idade – foi gerado de mãe e pai. Onde estão ?Ninguém sabe e o ciclo do seu sono profundo hoje é este jardim. Dias destes assistindo um filme “O todo poderoso 2” uma mensagem marcou o enredo diante do ato de mudar o mundo. É muito complexo o todo e por mais marcante que seja o filme o descaso continua. É fato que o desequilíbrio no lar demonstra o quanto ainda continuamos num sono profundo a viver dentro do nosso jardim e cada um por si da maneira que a foto traz. É um jardim particular. Mas o infante está a repousar provisoriamente, tentando esquecer as dificuldades. Que horas irá acordar? No momento que as necessidades do corpo despertar o ser. Sua caminhada será dolorida na busca de alimento. O repouso é qualquer lugar. Na marquise a esconder-se da chuva, neste jardim e nos mais diversos lugares que a sua presença não incomode as vozes. Dei mais alguns passos a frente e o dono do estabelecimento fez o despertar surgir e os palavrões idem. Cambaleante seguiu um curso incerto o miúdo e novamente a mente questionou. E agora? São muitos que seguem aqui e em outras cidades este desequilíbrio. O problema é descobrir onde ocorreu a falha no lar afetado. Cada instituição que acolhe os mais variados indivíduos deveria rever a sua existência e procurar a fonte geradora do ser mundano. Não basta as minhas palavras seguirem, porque no final da leitura uma nova questão será levantada. Você fez a sua parte? Procurar fazer depois do ocorrido é a cultura formada e impregnada na nossa sociedade. É primeiro a ação para depois verificar . A distribuição da renda é gritante em desequilíbrio, mas muitos fizeram por merecer. Não é aqui o motivo, mas a falta de oportunidades para as famílias que geram crianças sem condição de sobrevivência. O montante de dinheiro existe mas a má distribuição e os inúmeros desvios não colaboram para formar programas sérios voltados ao social. Cursos e mais cursos são ofertados a todo o momento no mercado e o novo profissional que surge passa por dentro do lar abalado e no fim nada a mudar. É mais um sono profundo na busca de um outro jardim. Mas a responsabilidade não é do formando. É de quem afinal? Novamente chega de frente a palavra “responsabilidade”. É um repasse sem fim e por falar em fim , nada de encontrar uma forma para mudar e auxiliar. Algo é certo , somente ocorrerá uma mudança profunda nesta condição quando o afeto vim de frente na partilha que se deve fazer para abrir mão e ajudar não o individuo , mas sim o lar por inteiro que fora afetado ...



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