terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A DERROTA

A águia, a serra e o bêbado.


Toda a manhã trazia forte o sol a demonstrar o dia a vencer com alegria o simples ante do moderno. Foi na força da pedalada que uma distancia foi derrotada aos poucos diante da mente que se cansa facilmente antes de vencer o obstáculo. Passo a passo a distancia representou apenas um detalhe a observar ao longe e o tempo marcou o primeiro trecho de parada. Um furo fez a primeira derrota cair abaixo na busca em obter o resultado da satisfação interna em superar um objetivo. Caminhado no sol intenso por vários metros fez a chegada a um pessoal humilde para o conserto e fazer seguir a viagem da conquista. Feito o ato, a derrota foi superada pela pegada firme do pedal movido pela força de vontade e mesmo com o sol a tirar cada gota de orvalho do corpo, isto demonstrava um orgulho forte de chegar cada vez mais rápido. Passado o portal da entrada que faz determinar a derrota do longo caminho, seguiu-se firme ate o começo da descida da serra. Alertado foi para manter cuidado com o embalo que faz a atenção ficar esquecida por deixar a energia do fazer bem, trazer o vento gostoso da descida da serra e assim uma outra derrota se passou diante da queda ao chão para trazer uma marca forte a lembrar. Levantou se e mostrou a derrota de mais uma etapa para se fazer desistir da descida, mas a energia foi tão forte que a fritada no asfalto quente da pele que trazia a marca do suor precioso do esforço, mostrou a retomada para pedalar intensamente. Uma outra derrota chegou diante das pedras do tempo que o passado ainda tenta manter em pé ante do moderno que muda tudo e assim com cautela a descida foi derrotada. Na ponte de ferro outra derrota chegou a mostrar que mesmo ante dos carros a passar em centenas, a verdadeira força era o pedal a marcar o pneu quente a traçar a chegada ate a nutrição do corpo que derrotava a exaustidão. E mostrava que os carros era o motor fraco do moderno que tudo se espelha em fazer pouco, mas pouquíssimo esforço mesmo para sentir o gosto de chegar e ver o suor determinar a derrota da distancia. Chegado e alimentado o corpo a derrota do retorno quase foi alcançada senão fosse à vitória da serra que ainda sofre diante do moderno para se existir em natural beleza. Inúmeros carros passavam com condições de auxiliar, mas foi através da energia boa que a confiança chegou para pedir auxilio. Feito o entendimento aos poucos a subida da serra foi vencida e novamente a derrota seguiu a determinar que dar o voto de confiança ante do desconhecido poucos se sujeitam. Na chegada ao ponto de partida que marcou o começo da derrota da distancia, um bêbado chegou vencido pelo desnorteio do copo que traz o gole seco a equilibrar o vazio e no alto via a derrota de uma águia sobre o moderno que cercava sua caça. Nosso objetivo era o lar e mesmo no delírio das palavras do bêbado apenas ao alto foi observado o vôo da águia que derrota dia a dia o moderno que tenta vencê-la. Mas e o bêbado? Ele poderá derrotar ou ser vencido por algo? Aqui está o desequilíbrio diante da derrota e da vitória. Pois o seu mundo apenas determina que a águia que ele via ao alto era a fuga necessária para levá-lo até as asas do controle que derrotou a busca da religião que não o acalmou, mas o venceu para mostrar que , ter fé para pedalar a distancia marcada de encontrar a verdade de lutar e superar , diante do moderno que aniquila tudo , somente conseguiremos se aprendermos a derrotar sempre o que se torna difícil superar. Mesmo que para isso sejamos uma águia apenas a mostrar que luta a derrotar, dia a dia sem parar.Ah, agora algo ficou estranho! Onde entramos nesta estória? Não entramos e sabe por quê? Por que aprendemos a derrotar para retornar uma vez mais e olhar para serra e falar bem alto :

“ADMIRO VOCE POR AINDA DERROTAR O MODERNO QUE PASSA A TODO O MOMENTO A ESCALAR SEM ESFORÇO A SUA SUBIDA E DESCIDA, PARA MANTER A ESTRADA EM PÉ QUE FOI CONSTRUIDA COM TANTO ESFORÇO”.

Obs. - trecho de pedalada minha e do Renateives (amigo e irmão de coração) até a serra da Graciosa - Pr . E num determinado momento a quase derrotar a subida da serra pedimos carona para um desconhecido e chegando no trevo do Atuba - já em Curitiba - nos deparamos com um bêbado que após uma conversa de puro delírio avistou uma águia no alto que há tempos "eu" não via . Isto realmente marca e muito um dia tão importante para mim por trazer a lembrança do ontem hoje e sempre ...ahh quase esqueci de Curitiba até o ponto da nossa parada pedalamos cerca de 74 kms só de ida e no retorno da subida da Serra da Graciosa - cerca de 14 kms de subida - faltou muito pouco , mas muito pouco mesmo para vencer a tão famosa subida da Graciosa , onde faltou 3 kms . Rsrs mas isto fica pra próxima...

Um comentário:

  1. Ah, que vontade de ver essa serra e conhecer esse lugar que parece tão bonito... Quando eu for a CWB, espero q vc me leve. Mas não espere que eu vá pedalando! hahahaha

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