domingo, 9 de novembro de 2008

CASA DE CABOCLO



Chão batido
Porta aberta
Casa hospitaleira
Gente alegre e modesta.

A bironha barulhenta
Diz que a visita
É de longe e vem com pressa.

O poso é na cama de cerne
Do colchão de palha
E coberta de pena.

No fogão de tijolo
A lenha a queimar o dia todo
E na chaleira de ferro
A água é pura ebulição
Para o próximo chimarrão.

Na cuia de cabaça carqueja e pata de vaca
Misturam-se na erva mate da mata aberta.

Entre viajante!
Fale o que campeia!
Vejo que vem de longe
E sua face é de tristeza.

Venho com o pedido nos olhos
E na fala a esperança de uma cura.
O coração há tempos não bate como antes
E esta face triste hoje me acompanha.

Sente e não comente
Tome o chimarrão da minha cuia
E depois siga em paz.

O viajante levantou se viçoso e alegre
E após o aperto de mão seguiu sua sina.
Disse obrigado com o coração contente
E com a viola hoje dedilha e emotiva.


JRA(o poeta da verdade).

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