terça-feira, 28 de outubro de 2008

UM SEGUNDO PEDIDO


Mesa nove. Dezenove horas e para contrastar os “nove” de plantão um indivíduo a tossir propositalmente de frente a minha paciência. Mas notei que algo mais surgia em número para abater os “nove” de plantão. E foi através de um pedido que um trabalho de amor seguiu a inspirar e desafiar. Criei “dois” trechos. O primeiro trecho um texto que relata a convivência atual e passada, e o segundo um poema em forma de soneto e assim como presente foi deixado com o pagamento mais precioso que há “reconhecimento”. Mas estava longe daquele momento e o bar das palavras trouxe a verdade para mais um pedido. Na verdade um novo texto e um acróstico como presente nasceram. A filha fez do mesmo modo que o outro apaixonado pedira “de coração” e o pagamento seria na mesma moeda “reconhecimento”. Mas o fulano continuava a tossir e na mesa de numero seis se alojou. Notei que o dia a somar também chegara a seis (24 o dia, então 2+4=6). Então pensei. – O que falta? – O numero três! – Exato! - Falta o numero três. Pois o dito-cujo, eu e a patroa a chegar totalizávamos o tal três. Pensei nas possibilidades para um jogo de azar, mas por sorte o indivíduo foi embora. Então notei que o ciclo se fechara como um pedido, ou melhor, dois que criei com muita alegria e o meu momento acabou por ser o terceiro rogo a mim mesmo para afastar o tipo que nunca mais volte a sentar, tossir e azucrinar. Mas e o protagonista? Apenas falou como bom mestre e assim a noite fechou para um segundo pedido diante do segundo sorteio que a mesa nove foi contemplada com uma cesta contendo três livros. E se alguém acredita em números pode se arrepiar, pois a segunda cesta que eu e a patroa ganhamos foi antes da terceira fala do escritor.


Obs. – este texto foi criado no Quintana bar durante a apresentação do livro Borges e machado de um escritor gaucho de nome Luis... 24/10/2008. Os pedidos que me refiro são dois presentes. Um de aniversario de casamento e o outro de aniversario de nascimento e para mim foi um desafio, pois não costumo escrever a pedidos e sim como diletante...


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