domingo, 7 de setembro de 2008

Alessandro “ o homem livreiro”


Ah como é bom dar uma pedalada depois de um agito no ambiente da dor , ainda mais com o desfeche que se deu , onde a lei silencia e quem não obedece dança. Mas vamos lá . Gostaria de apresentar meu amigo Alessandro o homem livreiro. Ele tem um sebo de rua e foge dos fiscais pra la e pra Ca , para tentar repassar o conteúdo poderoso que cada livro carrega. Mas será que todos que lêem tem entendimento? Este homem leu pra mim todos os livros , nas duas horas que fiquei a escuta lo e assim entendi a importância de ler com sentimento as palavras e desta forma trazer firme a verdade de cada ser . Foram horas mágicas e a cada lamento deste homem , um livro a mais conhecia . Falamos de religião, pensadores e historias das mais diversas que possam ter diante do mundo das palavras e assim fiquei feliz e triste ao mesmo tempo . Feliz por saber que mais um poeta da verdade segue firme seu caminho , mas triste por saber que se esconde como meliante por apenas vender livros no sebo de rua que o abriga debaixo de uma ponte de uma av. de Curitiba . Não vou citar locais precisos, pois não posso expor meu amigo, que luta isolado para brigar com a sociedade das rãs que não querem expor o conteúdo para as novas gerações e desta forma a violência segue sem fronteiras a agoniar o jovem sem entendimento . Dias destes na leitura que fiz do salmo 79 , li um trecho onde diz “... o homem sem entendimento , é como animal que perece , por ter apenas honrarias ... "mas algo a mais me tocou por dentro . Quem detém o entendimento? Os livros ou os homens? E então percebi que uma minoria esconde livros preciosos e assim não repassam com medo que as novas gerações comecem a cantar novas canções. Mas porque este medo? È o egoísmo que dita o conteúdo do pequeno frasco do perfume dos tolos que lutam contra si . Lembrei também do jarro de barro que carrego que é meu livro e assim me esmoreci, por achar que também sou um frasco de perfume , pois meu jarro de barro esta seco e assim fica parado aqui do meu lado onde digito , por não conseguir levá-lo onde deve chegar. Foi isto que escutei de uma outra maneira na fala do homem livreiro e assim prometi a ele que levaria cinco livros que montei a grosso modo e daria de coração .Mas será que ele iria vender? Ou conseguir vender? Bom , a verdade deste momento trouxe apenas uma condição.

“NOSSA ESCRITA MORRE AOS POUCOS , POIS A QUEIMA DOS LIVROS É EMINENTE DIANTE DA DIFICULDADE DE CADA COLEGA QUE LUTA COM SUAS PALAVRAS..."

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