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Mostrando postagens com o rótulo Contos

DIÁLOGOS URBANOS

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Da coleção " Diálogos Urbanos": BATIUNFINU E CARETA em: ‘Na boca do lixo’ [careta] – ô Batiunfinu, olha lá! É o pescoço que tá devendo uma pedra pra gente... [batiunfinu] – é hoje que o filha, dança. Prepara um fino rapidinho com pimenta-preta. [careta] – Tá branco... [narrador]Neste momento o camburão passa lentamente e o pescoço pica mula. [careta] – Ih, sujo batiunfinu é os samangos. E, agora? [batiunfinu] – Esse pescoço é um baita de um largo. Se livra dessa mérlim de uma vez, tongo! [narrador]Careta não sabe o que fazer então engole o preparado pro pescoço e quando os samangos se aproximam, as lágrimas correm pela face do tipo. [os samangos] – Olha só! Cadê a mercadoria, cambada?! [narrador]O semblante roxo do careta, acrescido de náuseas, espalha a substância no coturno lustrado da autoridade. Batiunfinu pra tentar consertar a situação solta uma: [batiunfinu] – esquenta não, patrão... Acontece.Lustro tá novo! [narrador] E a solavancos e pontapés, a dupla desastrada vai ...

A DIVISÃO

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Sempre pela caminhada o tempo encurta as distancias, seja qual for o objetivo a traçar o passo a seguir. É desta forma que tudo que cerca se manifesta rapidamente a incomodar, pois o nosso conflito interior dita uma voz incansável a atormentar para mudar a condição de sofrimento. Venci uma etapa! Parabéns... Superei uma batalha! Sucesso então... Mas no momento de comemorar lembrei que, ninguém estava perto a retribuir a recompensa pelo esforço, com o abraço necessário para dar força. Que arrepio marcou isto desde então. Procurei um amigo e então compartilhei o abraço. Mas seu abraço não preencheu a necessidade. Qual seria está necessidade? O afeto delicado do toque do desejo e do carinho do corpo. Esta partilha é uma fonte majestosa da briga de manter em pé a vitória sobre a etapa e a superação diante da batalha. Daí, sim, o sucesso é pleno. Mas, não! Por minutos isolado no meu apartamento segui a procurar este abraço do amigo, que trouxe apenas um pequeno segmento do mágico mundo do “...

O BAR DO BILO 7º MOMENTO – CENTENÁRIO

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Reta final de campeonato, ou seja, última rodada do brasileirão e a domingueira desponta um sol maravilhoso a determinar que o dia segue firme. Bom, até ai nada de novo, uma vez que o furacão despachou o fogão, depois de uma vitória primorosa no palácio vermelho e preto, e o timeco do Pacheco sofrendo e temendo se integrar a zona dos desesperados, a tal segundona. E por falar em segundona o bar do Bilo como sempre aguardando os clientes fiéis a bater cartão logo cedo, depois do compromisso com o batente. Lembrei que estava de folga e a patroa ao levantar disse: – Não quero nem ouvir falar em futebol hoje! Não entendi muito bem a ordem, mas como é a mulher que manda sempre – ainda mais se aproximando do almoço – resolvi não replicar e dar uma alfinetada de leve. Só para recordar a memória dos leitores de plantão, a minha patroa é coxinha branca topetuda, e como o amor é cego, feito pé de atacante na hora do pênalti, segue o bonde. – Tudo bem, mas quero coxinha no café da manhã e bem fri...

O BAR DO BILO 6º MOMENTO – É CAMPEÃO!

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Antes de utilizar o adoçante dietético para colaborar de maneira clara a vibração saborosa desta afirmação voltasse um pouco no tempo. A última peleja no quadrado mágico da galera, o furacão pecou em alguns tópicos importantes na caminhada rumo ao titulo estadual. Tudo indicava que a ultima rodada do paranaense seria dramática e a domingueira longe do batente mostrou-se amena e preguiçosa a detalhar o famoso sol de outono. E eu só no lar. A patroa resolveu ir pra casa da sogra. Alias sogrona, pois é rubro negra fanática e por mais forças que sejam reunidas a direcionar os caminhos certos pra nossos filhos, nem tudo segue a gosto e assim aconteceu lá naquelas bandas. Todas as cunhadas se desviaram do caminho certo a teimar torcer e vestir a camisa alviverde. Passado longe e bem longe deste contratempo a ida foi necessária pra não comprometer algum resultado desfavorável pro furacão através da seca pimenteira premeditada, mas afirmações mais minuciosas a cooperar com os fatos somente com...

O BAR DO BILO 5º MOMENTO – SECA PIMENTEIRA

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Folheando as páginas do jornal no habitual de cada manhã, notei que a semana começava a todo vapor a demonstrar que o clássico de domingo nunca fica fora de moda, mesmo que ambas as equipes estejam com o elenco sem condições a autenticar um futebol com qualidade. Atlétiba é sempre assim e o Bar do Bilo no aguardo dos clientes fiéis a bater cartão logo cedo e esquentar a goela com a preciosidade da casa a famosa caninha Trevisan e o assunto rotineiro da paixão nacional “futebol”. Mas antes de qualquer coisa o momento era a leitura e ocorreu a curiosidade a observar a previsão do zodíaco para semana – ato difícil – e de repente o alerta... ”você está passando pela fase na qual o Sol o desfavorece, e a partir das 15h47 a lua também passará a mandar energias negativas para sua vida profissional e pessoal. O melhor a fazer é a rotina total”... Ou seja, to no tal inferno astral. Não dei muita bola, mas o dia amanheceu ...

O BAR DO BILO

Depois de uma noitada agitada de trabalho, resolvi passar no “bar do bilo” e dar um talagaço de caninha Trevisan, que fica guardada a sete chaves no estoque, a esperar os fieis clientes que sempre batem cartão logo cedo. Mas senão bastasse a mar dita queimar a minha goela e tontear ainda mais a minha cachola com o sono que vinha de encontro ao corpo cansado, ocorria que mais um parceiro estava por vir. E diante do atraso do mar dito achei que teria paz pra tomar a minha água ardente. Que engano se passou quando vi o Pacheco adentrar todo faceiro o baita pela porta enferrujada do bar do bilo, que a pouco tinha sido arrombada. Talvez os meliantes quisessem o precioso liquido, mas isto apenas passou de momento e assim continuei a queimar a goela pra esperar o traia do Pacheco começar o seu discurso. – E ai Zé perdido por aqui? Logo pensei em silencio pra não provocar a fala do Pacheco, pois depois que o homem começa é de dar nojo, mas então apenas pensei em silencio. – Se to perdido, talv...

O BAR DO BILO 2º MOMENTO – ROLMOPS DE GURI é sacanagem

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Segunda-feira da braba, pois a pós domingueira de plantão já anunciava que a chegada até o bar do Bilo para o talagaço precioso do começo de feira não seria fácil, pois o domingo é o primeiro dia da semana, mas não conta por ser de descanso, coisa de alguns brasileiros. Pois no ambiente da dor, domingo de descanso só se for greve. Bom, retomando. Já é sabido que as segundonas, ou seja, segundonas das feiras da semana e nada mais, pra não dar chance aos zoiúdos de plantão azarar ainda mais o meu furacão depois do clássico poderoso de fim de semana no território do arqui-rival coxinha branca topetudo. E por sorte um ou outro torcedor chegou quebrado para atendimento no ambiente do descaso, mas enfim foi até tranqüilo demais o agito do 1x1 do jogo de compadre e para ajudar o sossego da noite o meu nobre amigo Pacheco tava de folga. Alias folga não, o traia está fechado para balanço, ou seja, ta de férias o largo. Mas algo me martelava insistentemente a cachola por saber que talagaço bom n...

O BAR DO BILO 3º MOMENTO – CHURRASCO DE PANELA

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Reta final de campeonato o traia do Pacheco voltando de férias, o nobre amigo Péricles arisco comigo, não precisa nem falar o motivo e “eu” na expectativa do novo encontro no bar do bilo para o famoso talagaço de segunda feira. Mas as férias do Pacheco trouxeram algo novo a comemorar, pois o dito cujo conheceu uma amiga, ou seja, um esquema e sem demora venho me aporrinhar para livrar o couro do mar dito marcando um churrasco com os chegados. O lugar do evento não estava fácil de encontrar então de repente lembrei que no bar do bilo tinha uma antiga churrasqueira que aos domingos servia se costela pra turma. Bom, até então sabia que a tal churrasqueira não era usada a mais de um ano e a ferrugem tomava conta da grelha, porque o bilo nunca foi muito zeloso e cuidadoso. Logo matutei: - Ih! Se marcar um churrasco nestas condições não será o guri do bilo a apanhar da turma, mas sim eu a receber um alinho depois do efeito colateral que possa ocorrer. Deixado de lado es...

O BAR DO BILO 4º MOMENTO – FIRME, FORTE E RÍGIDO

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Começo da temporada do estadual e o tal de futebol continua mexendo com os nervos da turma a cada partida disputada. E aqui nas paragens do sul não é diferente o esquema a não ser por um pequeno detalhe. O saudoso e hospitaleiro Bilo está puto com seus clientes fieis que batem cartão toda segunda-feira, depois do churrasco de panela conturbado em seu bar. Desta maneira segue a falta de coragem para reatar os laços com o chegado que detém o liquido precioso da galera – a famosa caninha Trevisan – e uma distancia se proferiu de momento. Algo tinha que ser feito ante o mal entendido e o parceiro Péricles e o folgado do Pacheco estavam me aporrinhando por demais. – Pô Zé, precisamos se retratar com o Bilo! Indagou o parceiro Péricles que já estava se acostumando a bater cartão no bar também. – Zé! Você foi arrumar justamente o bar do bilo pra levar as moças! Pisou na bola! Ter que aturar os comentários do Pacheco a me cobrar é pior que empate do furacão com o lanterna do campeonato em pl...

O SECO, O BOLA E A PIPOCA

Vida de criança rodeada por um animal de apego e como adulto não é diferente. Muitos cachorros passaram, marcaram e acompanharam trechos importantes a demonstrar atenção mesmo na condição tempestiva de cada pessoa. A necessidade de nomear tudo faz com que o tempo fixe na cabeça do animal fiel e companheiro seu nome de imersão e de ocasião. A trajetória do Seco – um cachorro sofrido – que não agüentou a agonia do abandono nos primeiros passos de filhote foi acolhido no nosso lar com alegria ante uma feira num parque de Curitiba através de uma campanha de adoção de filhotes . Sua chegada aconteceu após o sumiço do Ringo – outro companheiro importante – que numa de suas noitadas depois de pular o muro de casa foi atropelado e rastejou até um terreno baldio sem forças para voltar para casa. Não tinha como descobrir o episodio e uma semana se passou a procura do Ringo. Lembro que fui até o canil municipal e vi diversos animais abandonados e doentes a espera do dono que nunca voltou e nada ...

Folha de Guiné

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Na porta de entrada a observar – após o levante de uma noite de descanso – aconchegado no tronco do limoeiro se encontra o pé de guiné. Tempos passados num conto de roda escutava atentamente a importância da planta a ter no terreno. A muda adquirida depois de muita procura demorou a se manifestar e crescer. Por quê? Hoje é jeitosa e o cheiro da folha é intenso. No momento que o invisível interfere o equilíbrio é no guiné que coleto com a mão direita três folhas e após mentalizar a necessidade de espantar o desequilíbrio jogo ao vento a folha que aos poucos murcha e seca lentamente consumida pela carga da iniqüidade que chegou ao lar. Na montagem das palavras do texto “Fortaleza” a citação da folha não há, mas a estrada que caminha o andarilho existe e hoje é coberta pelo barro preto do homem moderno. No dia abençoado que o caminho surgiu ante a poeira da estrada do passado, pedalei por quilômetros e após passar por três pontes avistei ao lado esquerdo da estrada uma casa de cor verde....

A PRINCESA E O GUARDIÃO

O que escrevo abaixo é mais um texto antigo e assim toda uma trajetória segue com o mesmo sentir e pensar "Deus e os caminhos em movimento"... "Nenhum homem pode ser igual em dois momentos "JRA (o poeta da verdade) Certa vez no reinado do norte o rei mandou chamar o guardião e o príncipe do sul. O príncipe do sul era detentor de rara beleza e futuro herdeiro do mais rico reinado. O guardião era o mais poderoso guerreiro, temido e respeitado por todos os reis e responsável por manter o equilíbrio dos quatro reinados. O guardião estranhou, pois raramente aparecia a não ser que percebesse que o equilíbrio dos reinados estivesse ameaçado. Mas como devia um favor ao rei do norte, logo foi sem demora. O rei sem delonga indagou: - Sua presença em meu reinado logo justifico!Minha filha a princesa é pura tristeza e preciso do seu apoio para que volte a encher de alegria seu coração e todo o reinado. O guardião chamou o rei ao canto e sem demora falou: - Rei! Esta tarefa não...

O SABIÁ DE PEITO BRANCO

Incrível! Oito anos no ambiente da dor e meu companheiro inseparável da madrugada que sempre está a anunciar a primavera, dedico este texto, O SABIÁ DE PEITO BRANCO. Inúmeras madrugadas entre uma piscada e outra do olho cansado e do corpo sonolento, aos poucos o canto do meu sabia estava sempre a chamar para escutá-lo cada vez mais perto. Diante do possível na calmaria de um ambiente difícil, procurava dar um pouco de atenção para meu amigo “o sabiá”. Sentava no banco de fora próximo a rampa de acesso ao ambiente do descaso onde tem um bebedouro e os telefones públicos e ao longe escutava o sabiá a cantar. Muito lentamente se aproximava. Muitas vezes na palmeira ele se acomodava e cantava, por outras nas arvores com poucas folhas ele também se anunciava a cantar! É minha maior alegria como único espectador a admirá-lo incansavelmente! Este sábia não é o sabiá de peito vermelho, mas sim o sabiá de peito branco. É raro aparecer e nunca me deixou na mão nas minhas longas madrugadas a espe...