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Mostrando postagens com o rótulo Poemas

PAZ DO MEU CORAÇÃO NEGREIRO

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Coração negreiro Bate forte no peito. Hoje, urrando anos devorados em sofrimento Declamo versos enlaçados em desejo A ti! Preto Cosme ilustre guerreiro... Nem bentevis, nem cabanos! É a balaiada a firmar a libertação Através do passo sofrido da pacificação. Hoje a fleuma é recompensada Em lembrar que a ti e por ti Meu sangue é brioso Por ser b anhado por lutas de emoção A cada quilombo espalhado Por diversas terras e veredas Dos engenhos açucareiros Ficando no esquecimento A dor praticada pelo feitor algoz. Mas, nunca deixando a voz s ilenciar! E, lembrar que a paz d e hoje  É orgulho e respeito A cantar e cantar Brasil adentro... JRA (o poeta da verdade).

FRONDE

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Fenece o dia, brota à noite. A sobeja madrugada, também aponta a sua brevidade. Então, nasce outra vez o dia. Ciclo cobiçado desde tempos imemoriais. Contudo, efêmero segue o tênue indivíduo! acolhido apenas pelo seu infinito pensar e, cônscio que sua noite chegará e perpetuará. JRA (o poeta da verdade).

TALVEZ ENTRE, TALVEZ SAIA...

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De que vale os versos de um poema, se o coração não graceja e a visão do espírito não resplandece. Sempiterno ei de ser o poeta e seu esconderijo conhecido por inspiração. Lá, o tilintar da lamentação há de olvidar e refugiar a dor, momentaneamente. Por que, o retumbante uníssono clamor do despertar, abre a caixa secreta e, a leitura trará dissabores ou inércia ao duro, coração? Talvez entre, Talvez saia... JRA (o poeta da verdade).

ENTRE A CRIATURA E A DESCOBERTA

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Você cria o monstro. Ele devora você. Tempos depois o efeito flatulento dispara fragrâncias de repulsa. Você cria o monstro. Ele devora você. Tempos depois o efeito eructante despeja ar fétido de rancor. Você cria o monstro. Ele devora você. Tempos depois o ser modesto descobre a cura! Tarde , demais... JRA (o poeta da verdade).

DESFREQUENTE

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O amanhecer diferente Incomoda muita gente Escovo então os dentes Mas, continuo dormente. Serei algum tipo (de)mente? Rápida, Voraz , Ou delinquente? Sim ou não O repente me surpreende. Todavia, Deixo o novo amanhecer infrequente Feito gente que mente. JRA (o poeta da verdade).

Par, e...

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A ampla visão do horizonte Impulsiona o sangue pelas veias Através do pedivela intermitente Cadenciando o ritmo do coração. Tempo, Distância, Pressa e desânimo, Desintegram-se no ar! Quando as rodas insistentes Deslizam pelo barro preto da tecnologia. Assim é o ciclista! Aventureiro solitário Conectado em sua magrela Apetecendo a busca do bel-prazer Sentindo o vento. Todavia, No término do percurso Desmonta e contempla O suor da liberdade, Mais uma vez... JRA ( o poeta da verdade).

MARCHA FORÇADA

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Dando um "up" pra ativar novamente um momento que parece suscitar , temores... Marcha forçada A farda pisoteia A rebeldia agonia. Marcha forçada O megafone declara O povo silencia. Marcha forçada Tempo difícil de autocracia A mente do cárcere é nostalgia. Marcha forçada Em busca de perspectiva Em busca de alternativa. Marcha forçada A rua derrama O palácio abriga. Marcha forçada O povo levanta festeja e grita Hoje dá adeus a tortura Só basta derrubar a concentração de renda ativa... JRA (o poeta da verdade).

PODE OU NÃO PODE

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Créditos a autoria da imagem: http://www.flickr.com/photos/80751134@N00/page5/ Comigo-ninguém-pode Só a lagarta pode. E, Carcome lentamente folha por folha. Outro dia o homem até tentou tal façanha, superar! Todavia, Topou de frente com a teimosia E, De lá pra cá feneceu, velozmente... JRA (o poeta da verdade).

LÂMINA TEZ

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Créditos a autoria da imagem p/ - http://www.photoshopcreative.com.br/sobremim-15449/vasily.html A guilhotina da cupidez, Forjada pela lâmina do temor, Transcreveu suas premissas lesivas no couro robusto do imbróglio sujeito cambes. Aproveitou-se da tez macia e alvorecida, igualmente! Uma vez que, a donzela do amanhecer, ainda é pudica e cândida na terra de matusalém... Por onde andei? Abastados e soberbos são aqueles que driblam o desejo primaveril, Ofertando estratagema através de cânticos enriquecidos De fábulas pitorescas da terra de ninguém... Por onde andei? Andei cansado, anestesiado e isolado pela primavera moura! Observando silente a queda, a ida e a volta, Da guilhotina locupletada pela promessa de fleuma ofertada pelo capital selvagem, Ora pernicioso, ora calamitoso nos mais diversos e distantes, Aléns! JRA (o poeta da verdade).

ENQUANTO HÁ...

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Desencontros são freqüentes Corações são indomáveis Clorofila ativa o verde Hoje quero serenar. Amanhã quando abrir os olhos o pigmento poderá mudar Mas, Nunca o tom cinza da fumaça urbana deverá reinar. Caso ocorra, Sei que o meu tempo sustou minha existência Meu coração dilacerou-se em lamentos, E minha clorofila mudou de jardim Para jamais por aqui tornar a Cruzar... JRA (o poeta da verdade).

SETEMBRO

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Reativando algumas postagens... Setembro chega estável! Ipê amarelo por florir... Trino do canário-da-terra acompanha Bate sol nascente, a surgir... Abre-se a porta da liberdade do lar Ouve-se o trino, apoteose do destino Batem-se palmas, a luz determina, Amem cada dia... Setembro encanta! Marcha varonil está por vir! Farda oliva na passarela O zelo do povo humilde Contempla, suspira e acredita... Canário-da-terra ramado permanece! Termina a primavera, sua vestimenta muda, Novo rei aparece, O amarelo prevalece... Na praça o ser decrépito agonia... Quem será o finado? Ipê de praça caótico com a estação, Irado com a poluição, E calejado pela inovação... Sofre com o isolamento de seu sustento, Pois o pavimento pedrês deteriorou sua raiz, E a farta terra que por ali, certa vez surgiu, Agora descansa! Sem gotas de chuva, A lavar o pigmento da urbe infeliz Que sapateia na dança das horas A esperar, acredit...