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Mostrando postagens com o rótulo Reflexão

MIMOSA SAUDOSA

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Fiz algumas mudanças e então resolvi trazer até o topo novamente este texto mui relevante... --> O vento derruba, renova os ares e determina o sopro vital para cada ser, denominado na sapiência do homem moderno. A chuva arrasta, purifica e supre a sede de existência. De mãos dadas o vento e a chuva chegam. Ontem soprou forte nas paragens do sul e ao chegar da lida no ambiente da dor – mesmo ante a noticia recebida via telefone – os olhos não queriam aceitar a queda do arvoredo ilustre, que presenteou os moradores do terreno com seus frutos durante anos. Por diversas regiões o nome surge para apelidar a planta, mas é peculiar daqui chamá-la de “Mimosa”. Foi ensinado de berço e assim seguiu. O tronco calejado pela ação de parasitas dos mais diversos – ainda que diminuta escora trouxesse com força os nutrientes do solo dividido, entre o gramado e o concreto da calçada – determinava o verde para as poucas folhas existentes na copada do ser decrépito. Os anos como sempre ...

44 DEGRAUS

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Muitos fragmentos espalharam-se no tempo. Verso, prosa, pensamentos e lamentos, unem-se sempre ao chegar dessa data. E, o momento equivale à articulação duma escada viva de quarenta e dois degraus suscetível ao desce e sobe, constante. Nomeá-la é ato pensado a todo instante, pois o que chega à mente vibrante, agora, corresponde a lembranças e mais lembranças das mais variadas matizes. Amigos, família. Mais amigos, família. Pseudo-amigos, família.  Muita gente junta, outros nem tanto e, família. A doidice de toda essa enormidade de encontros e desencontros abrange certo deus-nos-acuda, uma vez que a paridade com outrem determina família igualmente, e, os trejeitos estranhos expandem-se nessas sucintas lembranças eternizadas em meu íntimo, hoje. Contudo, ao invés de alargar essa alameda interna, procuro taciturnamente encontrar uma única faceta que detalhe o meu “eu”, hoje! E, deixe de lado os diversos atores constituídos durante a subida e descida dos quarenta e dois degraus at...

TUTA-E-MEIA

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Tempos atrás, ou melhor, dias atrás gozava de minhas férias da melhor maneira possível que podia para despreocupar a cachola dos afazeres no trabalho. Por outro lado, entretido com as pendências, consertos e ajustes na moradia, pouco a pouco percebia a insignificância operar quando a atenção não é projetada. Bom, esse zelo era concentrado para algo material e de repente o pensamento resgatou algo distante, porém, muito importante: meus dezessete anos de serviço se aproximavam e hoje são completados. O valor desse momento equivale a uma vida de aprendizagem em ambiente hostil que detalhei alguns trechos em um texto que está em meu blog .  Todavia, fragilidade é a palavra mais próxima da realidade do meu entendimento hoje em dia e, o ambiente da dor (pronto-socorro) que aprendi a respeitar dia após dia, atualmente distanciou-me dos capítulos vividos por atores de diversos tons penosos entrelaçados por angustia e pressa. Dessa maneira o novo desafio impetrado em meu ser trazia a d...

SEM, SEGUIR

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Os indicativos da tristeza são as lágrimas. Será? Nem sempre. Hoje seria um dia favorável para efetivar esse indicativo. Estou triste, sinto isso, mas as lágrimas não me acompanham. Talvez estejam presas em algum lugar dentro do meu íntimo, do coração! Mas, não. Obnubilar a mente já tentei e, com essa investida, conseguir frear o(s) pensamento(s). Porém, a caminhada é sem breque. Não há como travar o ontem, esse hoje que discorre pelos teus olhos e o vindouro perene ou célere.  Até mesmo a força desse querer não me pertence e parte do meu eu, parte. Os inúmeros dizeres iludem o lugar comum do dito que prega a distância de poder olhar o que se passa a outrem e assim abrandar a saudade no peito. É simples aplicar o discurso, todavia, hoje sou o agente que sofre a ação e nem sei o que fazer para mudar. Uma decisão para direita, o preço da escolha. Outra decisão para esquerda, prejuízo igualmente. Parado, fico então. Mas a ideia não deixa. Linha por linha, os acréscimos da minha fa...

QUADRADO

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O ouvido alheio é sempre bem-vindo. Foi assim, hoje! Então, durante as manias do meu pensar, investi euforicamente um momento. Dessa maneira a balzaquiana que considero tanto, escutava o delírio sobre os quadrados. Na verdade o que eu pretendia dizer é que os tais quadrados eram, ou melhor, são caixas feito baús. Todavia, o tamanho não é desmedido de um para outrem, pois o peso depositado ali das confidências duradouras jamais devem ser liberadas e até mesmo, emancipadas. Caso contrário, todo o empenho será em vão. Seria esse o desejar mais sincero? Talvez... contudo, nossas vontades nunca perpetuam e na diminuta veleidade desse gosto, o tempo torna-se implacável para demonstrar o preço da decisão. Bom, pra deixar mais clara à passagem dos pensamentos filosóficos, cada qual expôs sua vivência e a cada fruto concebido dessa caminhada, os ensinamentos explodiram em atenção e cautela. O tempo parou. O tempo sempre para. Porém, penso eu que o ato de ouvir nem sempre pode ser alcançad...

AÇÃO!

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Basta à ação de outrem sobre nós, efetuando mudanças indesejáveis, para que as transformações ocorram de forma fulminante e implacável. JRA (o poeta da verdade). Diante das inúmeras reformas nos últimos dias na minha atual casa, algo tocou profundamente o meu ser quando a fala do pedreiro findou a obra, pronunciando:“ cada obra que eu inicio ou vejo surgir, tenho em mente que se começa errado, termina errado”. Pouca atenção eu dera naquele momento, uma vez que se tratava de um bêbado infame e a muito custo via minha casa surgir perante os entraves. Todavia, a obra errada fora iniciada e não havia como, parar. De lá pra cá as transformações seguiram e hoje percebi a potência da fala do infeliz pedreiro recomeçar novo processo de mudanças perante uma única ação. Qual seria? Bom, por longos quinze anos a labuta do meu ser seguia a dura rotina da noite e mesmo infiltrado em ambiente malogrado, sempre consegui resgatar resiliência e paciência para superar esta condição.  No...

POÇO

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Em muitas ocasiões da caminhada longínqua e até certo ponto breve, nesta existência, uma espécie de poço sombrio surge e ressurge inúmeras vezes... Por lá há canções gélidas aos montes e alegres, vez ou outra. Todavia, é o processo de crescimento dolorido imposto para que a canção benevolente que habita em cada ser, mantenha-se acesa para indicar a essência! Afinal de contas, a sociedade é mutante... (José Assumpção)   O que segue abaixo é um trecho mui relevante de Rubem Alves para releitura, sempre! "Num lugar não muito longe daqui havia um poço fundo e escuro onde, desde tempos imemoriais, uma sociedade de rãs se estabelecera. Tão fundo era o poço que nenhuma delas jamais havia visitado o mundo de fora. Estavam convencidas  que o universo era do tamanho do seu buraco.   Havia   sobejas   evidências   científicas para   corroborar   esta   teoria   e   somente   um louco,  privado dos sentidos e da razão, a...

PERSONA VERSUS SITCOM

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"há tempos o blog não sente [risos] o devaneio e , 2011 por enquanto, está marcado, em palavras..." Amada esposa, hoje ao contemplar o esplendor da nossa cria amamentando-se em seus braços é momento de singular beleza e superação. Tu sabes que a bênção concedida chegou no tempo certo e nossos corações, calejados durante a árdua caminhada, careciam desta ocasião. Sabemos também que, novos desafios chegarão! Mas, toda a nova semente precisa ser testada nos mais diversos solos desta existência. E, por mais que a nossa convivência se depare com a aridez de outrem, a nova era de maneira alguma irá nos pertencer. No entanto, o esforço para perdurar o zelo e a educação, repassados, condiz com nossos traços típicos herdados e concebidos por gerações que, nem sempre são lembradas! Tanto em contos de roda, como do mesmo modo em lembranças imagéticas acolhidas discretamente por lentes caleidoscópicas, que sentiram o mesmo sabor da felicidade, pela qual desfrutamos, agora. Foi então ...

LEMBRANÇAS...

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Autoria: LOURIVAL DIAS MACHADO Eu procuro não ser saudosista, mas parece que isso está impregnado no meu ser, no meu sangue e na minha alma. Neste momento enquanto ouço a chuva caindo e os trovões anunciando a sua eminente presença, envolvido por uma brisa aconchegante e, embalado por estas “sonoras” gotas que deslizam pela calha e mergulham de encontro à calçada, sentado neste banco pego-me a recordar de momentos que um dia eu vivera nesse lugar. Parece-me que cada lembrança trazida à tona é uma lágrima que reluta em precipitar de meus olhos. Não me envergonho de dizer isso, pois, sem dúvida, foram aqui que ocorreram as melhores coisas da minha vida, ou pelo menos, estar aqui proporcionou que grande parte delas acontecessem. Lembro como se fosse hoje, e me embalo a imaginar como se ainda estivesse vivendo aqueles momentos: meus amigos, nossas brincadeiras, nosso papos, nossos planos (que geralmente davam errados) os quais a gente sempre lamentava por não ter dado certo, mas depois ...

Folhas soltas, pensamentos reais...

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OS OLHOS FECHAM ...

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Certa canção segue um trecho assim, ”feche os olhos e sinta um beijinho agora de alguém que não vive sem você”. Mas o Déjà vu rasgante marcou meus olhos abertos a cada passo na terra morta a olhar o pequeno caixão em meus braços, e dar um beijo de despedida na face do meu filho querido, e derramar lágrima atrás de lágrima sobre seu corpo sem vida. A cor branca da moldura de madeira guarda o inocente que agora descansa em paz, no jazigo apenas em lembrança, pois o nome não foi possível colocar, devido à lei dos homens. É este empirismo que me mata pouco a pouco. Nietzsche diz que fortalece. “ Eu ” digo que mata , pois os olhos continuam fechados a aceitar decisões de carrascos com olhos bem abertos. A trajetória dos fatos abaixo é muito dolorida, mas este é o dom herdado a muito custo, e como poeta e servo, sigo o inusitado. Sempre achei que a morte me persegue desde os tempos de infância, adolescência e agora como homem que trabalha no ambiente da dor (Pronto Socorro) a p...

QUANDO AS FOLHAS CHORAM

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A lua, em sua fase de cheia taça, pouco a pouco se aloja no céu deste crepúsculo, iluminando o caminho do andante, quando estiver bem no alto. Mas o dia começou diferente. Abri a janela a notar a neblina segurar os raios do sol por mais alguns instantes. Enquanto isto, a minha caneca predileta, girava dentro do forno de microondas, a esquentar o meu café com leite. Feito o processo de aceleração do fogão moderno, a fim de aquentar o líquido matutino, me posicionei no habitual prazeroso de cada manhã, abrindo a outra janela, e os raios começavam a vencer a neblina. O primeiro brilho, notado na gota de orvalho da folha do abacateiro, parecia lágrima a cair da face do trabalhador ocupado com seus afazeres, pois a chuva dominou por um longo período as paragens aqui do sul. A gota caiu no solo, e a folha verde pouco a pouco secava, a mostrar as diversas tonalidades deste verde esplendoroso. Atomizei meus braços na janela a notar as demais folhas presentes. O pé de couve também derramava ...

EM CIMA DO MURO

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Acordei cansado! Também, pudera! Um trecho de mais de 100 km de pedalada do dia anterior compreendidos num espaço de tempo de 12 horas, ou seja, o retorno matutino ao lar ante o pós-plantão de afazeres e o vespertino que iniciou a busca do ambiente precioso, onde a pesca ao lambari é o ritual e o habitual deste ser. O sol das 14hs nesta época de outono não é tão intenso, mas como vivo numa cidade de quatro estações diárias este sol mais parecia de verão a ficar em cima do muro a espiar os ciclistas com seu olhar potente a trazer a energia de luz irradiante a sugar o néctar do corpo anestesiado de sono e cansaço. O combinado com o companheiro fiel de pedaladas – que dificilmente falha ao convite – estava assíduo como sempre e com o trajeto em mente, nos bandeamos para as paragens de Bateias. Este local é distrito, ou seja, uma subdivisão do município próspero de Campo Largo e com a chegada do barro preto do homem moderno, a anosa trilha empoeirada fica agora em memória, mas o percurso ...

SIM E NÃO

O que segue hoje é o dilema do sim ou não. Um texto antigo, mas muito importante para encorajar nossas atitudes e demonstrar que no mais dolorido "não" é a maneira certa de encontrar o "sim" para que nossa opinião seja algo novo a mudar. Como é difícil dizer NÃO! Pedimos favores e nos dizem NÃO. Os outros pedem favores para nós e dizemos SIM. Os outros dizem NÃO. Nós dizemos SIM. A difícil tarefa de dizer NÃO. Muitas pessoas precisam e abrimos mão do nosso tempo, obrigações e compromissos para dizer SIM e quando esperamos em troca o SIM para nossa necessidade lá vem o NÃO. Que chinfrim é esse do NÃO?É NÃO saber dizer NÃO quando é preciso. Os outros pronunciam tão fácil o NÃO , nós gaguejamos , ficamos mudos e na maioria das vezes NÃO sai o tal NÃO. Que psicose é essa do tal do NÃO?É a difícil tarefa de aprender a dizer NÃO!Bom, vejamos de novo se vai dar certo. Pedimos favores, pedimos paciência, pedimos tempo, mas os outros tornam a dizer NÃO e NÃO, então NÃO deu c...

Bordões e Espertalhões

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Certa vez no barraco do descaso “Tilispa” – o patrão da área – resolveu maquinar uma arte para sorver ainda mais os bordões – pra não falar outra coisa – do pedaço. O dito-cujo era mestre nisto ainda mais se tratando de um cascalho a mais a complementar a sua sede de Jaguará sanguessuga. Entretanto, ocorria que um tal de “Ariscus” beliscava a teta gorda e saborosa do grande da joça e por mais cuidadoso que o fulano fosse o Tilispa já tava na cola do baita. O dia sempre era promissor e generoso com o dono da área e uma trégua tinha que ser dada pro descanso necessário. Este momento se chamava “noite” e assim o Ariscus se aproveitava de todas as formas para lamber a teta infinita que os bordões – pra não falar outra coisa – erguiam dia após dia sem questionamentos. No delírio do Tilispa surgiu um tratado de cognome “Taxa de manutenção” e no maior cinismo repassou o folheto pros bordões de plantão – pra não falar outra coisa – a seguir a risca o código. Se vale pra um, vale pra dois, aind...

A MESA E O BOLO

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O bolo foi dividido. Quem irá receber o maior pedaço? Depende da divisão, pois o individuo o fez de tamanhos iguais e escolher é uma questão de tempo até o ultimo pedaço ser ofertado na mesa dos convidados. Pedalando pela passada firme do pneu da minha magra no asfalto quente do meio-dia um pensamento surgiu e a pretensão de anotar foi travada por não ter a folha necessária para a ocasião.A consternação novamente tomou conta do ser e ao chegar ao destino do compromisso com o batente o momento passara, mas a idéia não. Naquele instante um bolo desmedido formou se na visão que tive de uma mesa da mesma magnitude ou até maior e os convidados se acumulavam numa dimensão que o olhar não conseguia mensurar.O que significava? Ao vestir o jaleco do esforço já no ambiente da dor um companheiro mencionava um reclame a outrem. – Como é difícil manter duas atividades, ainda mais da maneira que está o clima aqui! A exaustão ira dominar e o desafio serão o compromisso na próxima jornada de afazeres....

UM MOMENTO DE DECISÃO!

O texto abaixo está no video "Momento Delicatta 4 " e traz a leitura no programa "Canal da Cidadania" apresentado pelo Dr. Rubens Corrêa. Este texto foi enviado para diversos amigos para direcionar a emoção da divulgação e também a angustia que antecedia os classificados para compor as páginas da "ANTOLOGIA DELICATTA III". Bom! O restante é a leitura , sejam bem vindos... Meus textos ha tempos se somam e desta forma sei que a cada palavra, uma participação surge para determinar a inspiração. Desde o principio de entrar ou não neste projeto, inúmeras duvidas cercaram o meu ser. A cada pessoa que faz parte do meu ciclo de amizades um conselho surgia e entrava no meu ouvido sem muita esperança. Como acreditar que a esperança de um sonho possa surgir diante de tantos dons? E assim segui só para dar o primeiro passo de confiança. Enviei dois trabalhos (textos) que trazem o passado pleno para construir a firmeza da sabedoria. Não tinha nenhuma certeza de alcança...

O QUE HÁ DENTRO DE CADA UM

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O esconderijo do nosso ser é a fala que chega mansamente a derivar atitudes e ações e não a falta de observar a pressa que temos diante da condição. Nosso comportamento traz a luta da nossa vontade e diante disto temos um outro lado que nunca escuta esta voz. Olhar para dentro e dominar esta voz é algo de extremo sacrifício. Disse algo sobre a alma e o espírito antes de sair para a batalha no ambiente da dor do corpo. O que é este espírito? O que é esta alma? São a mesma coisa? Numa caminhada longa o meu observar trouxe um significado para isto muito ousado e para ser argumentado sempre. O espírito é o momento que determina nossas ações para vencer ou perder. Quando alguém mexe no nosso orgulho está ferindo nosso espírito, este é um exemplo. Já a alma é a energia boa e ruim que ha em todos e aparece conforme a condição do momento também. Se você chega perto de alguém e mesmo sem a palavra algo está a incomodar para se afastar, pode sair correndo, pois esta alma não é uma alma boa. Est...

Lúcio Flávio , O passageiro da agonia

O ano 1975! A idade quatro anos! A caminhar pela liberdade de uma criança que brincava sem parar e tão pouco a notar o tempo passar. Pelo menos era assim naquele tempo. O Brasil dos anos 70 a memória pouco consegue recuperar e no final desta década apreciava na tela do televisor preto e branco um filme marcante. Ocorria a precoce condição para ter o alcance de uma analise daquele momento, mas a violência descrita nas imagens carrega se nos dias atuais. Hoje na pesquisa do virtual encontrei esta preciosidade e após assistir novamente em meu PC, o filme de época, notei alguns trechos que pouco mudaram de lá pra cá. O primeiro a tão almejada segurança e o segundo a força da imagem. Vivo intensamente a violência urbana diante da ocupação e após assistir a difusão dos fatos diante da “imagem” entendo o que é agonia. Quem seria capaz de dar credito ao mal feitor? Ninguém! E não tiro a razão, pois o dizer – bandido bom é bandido morto – traz o silencio precioso para apagar a memória dos fato...

COMO É DIFÍCIL CAMINHAR

A pouco caminhava descalço pelo gramado do jardim e senti o tapete natural, forte e fresco amaciando meus pés. Como é difícil caminhar. O gramado trouxe o relaxamento, mas não o pensamento. Então me encostei ao muro e observei a rua. Algumas pessoas trafegam de um lado a outro pela rua buscando no fim de tarde retornar ao lar ou a seguir longe dele. Como é difícil caminhar. Virei lentamente e calcei o chinelo. Estranho manifesto passou na sola do pé que a pouco estava desnudo. Olhei para baixo e vi apenas a divisão do gramado e do pé pelo chinelo aconchegante. O sol de primavera também estava presente e aquecendo depois de longos dias de uma estação totalmente adversa. É bom lembrar que se tratando de uma cidade de quatro estações diárias isto não é nada anormal. Como é difícil caminhar. O canário que continua esperando o seu amarelo, não apareceu e isto me preocupa. Seu canto hoje não correu o dia e a tarde a passar. Meu guri com sua bicicleta rodavam na grama e calçada. Percebi...