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BATALHANDO

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Bom, aqui eu sei que sai na íntegra tudo que escrevo pois o blog é meu rs... Eita, saudade !Ah, o texto abaixo são alguns fragmentos sobre o tempo de serviço em ambiente hospitalar e algo é certo: o ambiente é duro por demais, todavia, as amizades ficam registradas eternamente em nossos corações. Segue lá: " Curitiba, catorze de novembro de mil novecentos e noventa e sete. Mais precisamente uma manhã de sol no ambiente da dor (pronto-socorro) começavam meus primeiros passos nesta instituição de saúde. Lembro-me de um dizer meu sobre ser provisório e assim segue o transitório que, dia após dia somam-se noites e mais noites de trabalho. Nas minhas contas havia ultrapassado a marca de mil noites longe do lar e do descanso necessário para a mente e o corpo! Observando os mais diversos dramas na busca da solução imediata. Pelo menos é isso que se espera de um pronto-socorro: “atendimento imediato”. Igualmente, os dias de comemoração de fim de ano, mais de sete natais de serviço...

ÉRAMOS, AGORA SOMOS E AMANHÃ, SERÁ

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Eu sempre tive uma cisma em relação aos anos ímpares e isso aumenta cada vez mais conforme segue a andança nessa existência. São anos pesados. Negócios emperram, conflitos familiares surgem e ressurgem nas mais infames vertentes criadas pelo comportamento alheio e, o mais doído desse emaranhado de dissabores é a revelia da cria. Precoce em pensamento e abundante em desejos acha dominar o mundo. Até que chega o instante de ser brecada por andar na contramão. Bom, ontem diante da correria em busca de remédios, contas e papéis diversos devido ao meu acidente de bicicleta me deparei com um rapaz ofertando doces caseiros. Como eu não conseguia andar rapidamente o jovem foi seguindo e a velocidade da sua fala retratava uma vida de sofrimentos diversos, mesmo ele sendo um estrangeiro por eu não saber nada dessa trajetória. Todavia, o olhar determinado travou meus passos lentos. Deixei que falasse, falasse e falasse em abundância. Queria sentir o poder de convencimento para angariar alguma...

Aprender é necessário...

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Cada queda sofrida, nessa existência, uma certeza é clara: será necessário recomeçar e o primeiro passo é admitir o “erro(s)”. O dia de hoje não estava promissor para iniciar as pedaladas dominicais e solitárias como já é de praxe. Todavia, o entusiasmo que colaborou e impulsionou o momento se chama amizade. A muito custo formou-se o pelotão de ciclistas e cada qual abdicou do seu tempo valioso e seguir o chamado. Local combinado, horário igualmente e no ponto de partida a energia imposta para superar o objetivo, irradiava alento ao espírito dos seres ali empenhados a chegar e superar os rumores interiores que, colaboram e incentivam a chama do desânimo. Afinal de contas, o trecho de 20 km de ida era repleto de nuances e o relevo pouco favorecia. Outro drama era inserir na mente que o motor que impulsiona a máquina é cada um e os demais grupos apostos para iniciar suas pedaladas, deixavam a mostra magrelas incrementadas e equipadas com artigos de última geração. Nesse instante ...

PAZ DO MEU CORAÇÃO NEGREIRO

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Coração negreiro Bate forte no peito. Hoje, urrando anos devorados em sofrimento Declamo versos enlaçados em desejo A ti! Preto Cosme ilustre guerreiro... Nem bentevis, nem cabanos! É a balaiada a firmar a libertação Através do passo sofrido da pacificação. Hoje a fleuma é recompensada Em lembrar que a ti e por ti Meu sangue é brioso Por ser b anhado por lutas de emoção A cada quilombo espalhado Por diversas terras e veredas Dos engenhos açucareiros Ficando no esquecimento A dor praticada pelo feitor algoz. Mas, nunca deixando a voz s ilenciar! E, lembrar que a paz d e hoje  É orgulho e respeito A cantar e cantar Brasil adentro... JRA (o poeta da verdade).

TUTA-E-MEIA

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Tempos atrás, ou melhor, dias atrás gozava de minhas férias da melhor maneira possível que podia para despreocupar a cachola dos afazeres no trabalho. Por outro lado, entretido com as pendências, consertos e ajustes na moradia, pouco a pouco percebia a insignificância operar quando a atenção não é projetada. Bom, esse zelo era concentrado para algo material e de repente o pensamento resgatou algo distante, porém, muito importante: meus dezessete anos de serviço se aproximavam e hoje são completados. O valor desse momento equivale a uma vida de aprendizagem em ambiente hostil que detalhei alguns trechos em um texto que está em meu blog .  Todavia, fragilidade é a palavra mais próxima da realidade do meu entendimento hoje em dia e, o ambiente da dor (pronto-socorro) que aprendi a respeitar dia após dia, atualmente distanciou-me dos capítulos vividos por atores de diversos tons penosos entrelaçados por angustia e pressa. Dessa maneira o novo desafio impetrado em meu ser trazia a d...

REFREANDO

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  O contexto hospitalar, quase que na sua totalidade, momentos conflitivos são percebidos diariamente. E, tentar suprir as dúvidas de pacientes e familiares com clareza e esmero, mais as exaustivas buscas pelos métodos mais apropriados para sanar as enfermidades, coloca o profissional da saúde em evidência, sempre. Esses momentos se espalham vertiginosamente em diversas localidades do país e, muitas vezes o alento necessário direcionado pela palavra “obrigado”, não chega até os atores envolvidos. Contudo, esses profissionais carregam no seu íntimo que, somente com amor a profissão e dedicação é possível seguir adiante. Por outro lado e bem atual, agentes externos interferem em alguns processos e, a escassez de recursos à saúde colabora com índices elevadíssimos de insatisfação do usuário SUS ou o cliente da saúde suplementar.  Bom, diante dessa precoce abordagem é relevante salientar que o questionamento somente impera quando há procura. Nesse momento nos deparamos co...

SEM, SEGUIR

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Os indicativos da tristeza são as lágrimas. Será? Nem sempre. Hoje seria um dia favorável para efetivar esse indicativo. Estou triste, sinto isso, mas as lágrimas não me acompanham. Talvez estejam presas em algum lugar dentro do meu íntimo, do coração! Mas, não. Obnubilar a mente já tentei e, com essa investida, conseguir frear o(s) pensamento(s). Porém, a caminhada é sem breque. Não há como travar o ontem, esse hoje que discorre pelos teus olhos e o vindouro perene ou célere.  Até mesmo a força desse querer não me pertence e parte do meu eu, parte. Os inúmeros dizeres iludem o lugar comum do dito que prega a distância de poder olhar o que se passa a outrem e assim abrandar a saudade no peito. É simples aplicar o discurso, todavia, hoje sou o agente que sofre a ação e nem sei o que fazer para mudar. Uma decisão para direita, o preço da escolha. Outra decisão para esquerda, prejuízo igualmente. Parado, fico então. Mas a ideia não deixa. Linha por linha, os acréscimos da minha fa...