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QUADRADO

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O ouvido alheio é sempre bem-vindo. Foi assim, hoje! Então, durante as manias do meu pensar, investi euforicamente um momento. Dessa maneira a balzaquiana que considero tanto, escutava o delírio sobre os quadrados. Na verdade o que eu pretendia dizer é que os tais quadrados eram, ou melhor, são caixas feito baús. Todavia, o tamanho não é desmedido de um para outrem, pois o peso depositado ali das confidências duradouras jamais devem ser liberadas e até mesmo, emancipadas. Caso contrário, todo o empenho será em vão. Seria esse o desejar mais sincero? Talvez... contudo, nossas vontades nunca perpetuam e na diminuta veleidade desse gosto, o tempo torna-se implacável para demonstrar o preço da decisão. Bom, pra deixar mais clara à passagem dos pensamentos filosóficos, cada qual expôs sua vivência e a cada fruto concebido dessa caminhada, os ensinamentos explodiram em atenção e cautela. O tempo parou. O tempo sempre para. Porém, penso eu que o ato de ouvir nem sempre pode ser alcançad...

SEM, PENTUA

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O silêncio da noite é extraordinário. Quando ocorre a oportunidade de contemplar esse momento, todas as vozes interiores são ativadas. Isso ocorreu ontem. A cada quilômetro superado e conectado na magrela, o ambiente evidenciava mais e mais o seu domínio. E minha mente, maquinando. Na verdade, não arquitetava ou bolava nada. Apenas meus olhos observavam e compenetrados admiravam o céu e seu breu predominante, mais a lua no término da fase crescente. Jamais deixo de mencionar a lua. Observo-a com entusiasmo e respeito e as estrelas que sumiam e apareciam, igualavam-se aos olhos protetores daqueles que te querem bem. Dessa maneira segui o longo trecho até a residência. Nos dias atuais, torno-me felizardo em demasia, pois a violência impetrada em cada esquina, não possibilita um percurso desses, em sua plenitude, sem que ocorra ação de outrem. Até mesmo o trânsito profuso do dia a dia, dá certa trégua. Todavia, o perigo aumenta. Notei veículos seguindo na contramão. Sinaleiros, ou se ...

FRONDE

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Fenece o dia, brota à noite. A sobeja madrugada, também aponta a sua brevidade. Então, nasce outra vez o dia. Ciclo cobiçado desde tempos imemoriais. Contudo, efêmero segue o tênue indivíduo! acolhido apenas pelo seu infinito pensar e, cônscio que sua noite chegará e perpetuará. JRA (o poeta da verdade).

A insignificância do ser

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O abacateiro esse ano provavelmente não mostrará seus formosos frutos e um dos agentes causadores, desse processo, é o frio. Propagou-se intenso e perene por longa data e mudou a roupagem do arvoredo que reside no fundo do meu quintal. Tamanha dó o olhar contemplou e pouco a pouco a lágrima percorria o semblante inconformado. Porém, dia após dia, demais influentes colaboravam para a recuperação e a esperança seguia forte e intensa, encorpando o amigo persistente. Contudo, as intempéries sempre são mudáveis. Hoje bate o sol juvenil, amanhã o vento menino canta feliz e quando menos se espera a fúria alterna as facetas gentis da temporada e opera inexorável e insensível aos apelos dos desprovidos! Tornando-se agora, alijados. É certo que o   fato atualmente está mais rotineiro e, a cada canto do país intitulado emergente, insurge mais e mais abalos nas estruturas esquecidas, desprovidas e carentes de vigilância. Vigilância que deveria estar ativa na lembrança daqueles que detém o ...

A OBRA DE UM PEDREIRO

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Hoje a lembrança vibrante se faz presente perante a leitura do conto abaixo publicado em antologia. Meu finado avô era o artista das obras edificadas com suor e orgulho... Deus guie sempre tua luz, saudoso avô, pois o dia de teu aniversário (hoje) lembro intensamente... segue lá: O ano, 1950! Representando uma época mui relevante em relação a certas ocasiões para obter respeito, pois o contexto abaixo retrata a obra de um pedreiro zeloso com seu lar onde cultivou a autoridade acima de tudo. Contudo, procuro não detalhar em demasia os ambientes com descrições cansativas, entendendo que deve ser frisado apenas o comportamento tranqüilo para obter o bom tratado no ambiente familiar. Mas, nos dias atuais é algo escasso e privilégio de poucos. Deste modo, entre na leitura e observe que o pedreiro da época em questão ganhou notoriedade pela forma com que erguia cada obra! Sempre se preocupando com a base, a fundação, e ao sentir que deveria partir na busca de outros ares, com o inten...

TALVEZ ENTRE, TALVEZ SAIA...

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De que vale os versos de um poema, se o coração não graceja e a visão do espírito não resplandece. Sempiterno ei de ser o poeta e seu esconderijo conhecido por inspiração. Lá, o tilintar da lamentação há de olvidar e refugiar a dor, momentaneamente. Por que, o retumbante uníssono clamor do despertar, abre a caixa secreta e, a leitura trará dissabores ou inércia ao duro, coração? Talvez entre, Talvez saia... JRA (o poeta da verdade).

ENTRE A CRIATURA E A DESCOBERTA

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Você cria o monstro. Ele devora você. Tempos depois o efeito flatulento dispara fragrâncias de repulsa. Você cria o monstro. Ele devora você. Tempos depois o efeito eructante despeja ar fétido de rancor. Você cria o monstro. Ele devora você. Tempos depois o ser modesto descobre a cura! Tarde , demais... JRA (o poeta da verdade).