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PROJETO LITERÁRIO DELICATTA - 2010

"PROJETO LITERÁRIO DELICATTA - 2010 ", reuniu diversos autores do Brasil e Portugal através de coletânea em livro de contos, crônicas e poesias, lançada na 21 ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, e mais uma vez Luiza Beatriz Moreira encanta e demonstra, que escrever e publicar neste país "é possível". No mais, o meu desejo de sucesso a cada colega da escrita co-autor(a) deste projeto. Forte abraço a todos , fiquem com DEUS.

MILICO DA ESCRITA

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Milico da escrita constante Descreve dizeres de instante Com caneta e folha em mãos Transcreve emoção e paixão. Por vezes torna-se ser solitário! Por outras perseverante birrento. Luta sem saber por que luta... Pensa sem ajuizar que noutros Pensamentos há novas paixões! Cometendo o grave deslize De conferir certas condições. Hoje, o exército do homem só É invenção nostálgica e infeliz Arquivando rumores e dissabores. JRA (o poeta da verdade)

INVENTANDO MODA

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...................... Da confraria “solid E z” ................................. Repleto de Xurumbambos e obeliscos. ..................................................... Come com os olhos! ............................. Exótico burguÊs ................................. Por vezes eNcontra-se, ............................ Detesto tua esTupidez. ............................. Mas de maneiRa alguma, ..... Libera aos miseráveis, o rápIdo gosto das migalhas opulentas . Por outras, mesa farta com baCalhau, caviar e salmão dinamarquês . .................................. Regurgita cOm as entranhas. Primeira estrofe Segunda estrofe Terceira estrofe Quarta estrofe Quinta estrofe Sexta estrofe P.S. - título do poema está embutido nos versos.

SER, ARDILOSO

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A verdadeira águia paira sobre sua caça. Nota que são cobras e escorpiões, Muito bem protegidos pelos laços da falsificação. Contudo, o vôo certeiro, pega o mais ardiloso dentre os seres pestilentos. Mas, sua cria não se alimenta do embusteiro E, tampouco da ferida originária da ferroada do escorpião negro. Outra vez levanta vôo, Paira no ar E a imensidão do oceano, Abriga seu olhar. Sabe que a bonança reina, por lá! Então, despeja toda a carga ruim, Crente que um dia o tapeador possa virar peixe de água doce... No entanto, a nobre ave rapinante, Embanana a visão do indivíduo atribulado, próximo dali! Neste instante, o sujeito acredita se tratar do gavião traiçoeiro Que habita a estepe imaculada. No condado do gavião falacioso A caça é abundante... Inocentes e embasbacadas Pelo efeito da fraseologia, Aves se aglomeram Facilitando a mira do bicho astuto. O tipo continua espiando, esperando a nova chance De desfalcar os pensamentos daqueles que, Lutam por aquilo que acreditam. O ...

PIPEIRO

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O sol de agosto se aproxima! As crias aproveitam os últimos instantes de gozo das férias e o habitual segue. Será? Claro, que não... Como sempre a noitada no ambiente da dor (pronto socorro) priva certos momentos indispensáveis, quando chego ao lar. Sei que boa parte do dia se perde! Já que o corpo não suporta a carga de uma noite inteira no batente, e o descanso necessário, prevalece. Mas, logo após o despertar vespertino, a fome indica que, abastecer o corpo é o momento iminente para sanar as necessidades. Então, preparo o prato, sento à mesa e observo a janela aberta, indicando que à tarde desponta um sol limpo de nuvens e, a brisa refrescante penetra no ambiente pacato. Dou mais algumas garfadas aceleradas e noto os gritos dos miúdos, demonstrando certa insatisfação. Levanto, corro até a janela e debruçado percebo o descontentamento dos guris, uma vez que a pipa comprada na papelaria do Arlindo, não sobe! Meu piá esbraveja, após pisotear constantemente a infeliz, dizendo: – Que dro...

SANT'ANNA

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O sino toca! É tempo de se reunir... Vizinhos zelosos, Ecoam seus cânticos no ar. Narram fábulas portuguesas Trazidas por Ana Iliel, Como passos herdados pela fé A propagar a graça de Sant’ Anna! Avó de Jesus Cristo, Concebida por “Deus” nosso pai Ao dar à luz a virgem Maria... Hoje é comemorado O dia desta Padroeira Das genitoras e das ancestres Nesta nova terra. Homens ilustres Edificaram sua capela, Através das mãos calejadas E, perante este ato abençoado Hoje também são lembrados! Em diversos lugares... Todavia, a estação das flores Abriu alas ao outono. Contudo, presenciamos As intempéries do inverno... Mas, os corações presentes Somados as mãos dadas Aquecem, unem e fortalecem Suas sementes, Deixadas pelo caminho das pedras Que hoje não existe mais. O barro preto do progresso Encobre as marcas de carroças, Boiadas e campeiros, Que por aqui encontraram Abrigo e respeito, Nas moradas de Tigrinhos, Valentes, Eli...

A águia, o lobo e o andarilho...

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Apossada pela poesia do vôo singular no céu azul, a águia pousou no alto da montanha e, desguarnecida por efeito do tênue raio de sol em seu semblante, fora atingida em cheio no coração, pela flecha do destino... Queda mortal no mundo dos homens! Desta, se fez lobo. Desde então, delineou suas quatro patas com tamanha sanha de procura, que todo o sentimento desapareceu. Todavia, voraz e cauteloso sentia-se único! Deslembrando por muitas vezes, que o novo trajeto, abriga o cárcere ardiloso da aleivosia... Num breve cochilo nas terras do amanhã, fora preso novamente pelo estratagema do acaso. Sem dó, nem piedade, a natureza solitária deflagrou sua maior fraqueza. Amputaram suas quatro patas então, e em troca deram duas pernas, condenando-o a vagar feito andarilho. Dia após dia, tornou-se sua meta de vivência sem orgulho, sem sentimento e sem questionamentos. Até o ato de sonhar fora extirpado! No entanto, numa soberba noite, sob o efeito do olhar nervoso da lua, o canto longínquo da alma ...