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SANT'ANNA

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O sino toca! É tempo de se reunir... Vizinhos zelosos, Ecoam seus cânticos no ar. Narram fábulas portuguesas Trazidas por Ana Iliel, Como passos herdados pela fé A propagar a graça de Sant’ Anna! Avó de Jesus Cristo, Concebida por “Deus” nosso pai Ao dar à luz a virgem Maria... Hoje é comemorado O dia desta Padroeira Das genitoras e das ancestres Nesta nova terra. Homens ilustres Edificaram sua capela, Através das mãos calejadas E, perante este ato abençoado Hoje também são lembrados! Em diversos lugares... Todavia, a estação das flores Abriu alas ao outono. Contudo, presenciamos As intempéries do inverno... Mas, os corações presentes Somados as mãos dadas Aquecem, unem e fortalecem Suas sementes, Deixadas pelo caminho das pedras Que hoje não existe mais. O barro preto do progresso Encobre as marcas de carroças, Boiadas e campeiros, Que por aqui encontraram Abrigo e respeito, Nas moradas de Tigrinhos, Valentes, Eli...

A águia, o lobo e o andarilho...

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Apossada pela poesia do vôo singular no céu azul, a águia pousou no alto da montanha e, desguarnecida por efeito do tênue raio de sol em seu semblante, fora atingida em cheio no coração, pela flecha do destino... Queda mortal no mundo dos homens! Desta, se fez lobo. Desde então, delineou suas quatro patas com tamanha sanha de procura, que todo o sentimento desapareceu. Todavia, voraz e cauteloso sentia-se único! Deslembrando por muitas vezes, que o novo trajeto, abriga o cárcere ardiloso da aleivosia... Num breve cochilo nas terras do amanhã, fora preso novamente pelo estratagema do acaso. Sem dó, nem piedade, a natureza solitária deflagrou sua maior fraqueza. Amputaram suas quatro patas então, e em troca deram duas pernas, condenando-o a vagar feito andarilho. Dia após dia, tornou-se sua meta de vivência sem orgulho, sem sentimento e sem questionamentos. Até o ato de sonhar fora extirpado! No entanto, numa soberba noite, sob o efeito do olhar nervoso da lua, o canto longínquo da alma ...

O RASGO

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Da coleção, "dando uma garibada" trago ao topo esta crônica. Boa leitura a todos... O poder da criação espalha uma fonte singular de inspiração em cada folha branca. São os rascunhos da alma sublime! Que escreve copiosamente, alimentada pelo espírito rompante do ser surrealista, o tal, artista peregrino da escrita. Portanto, poetar é essência e desejo de liberação da energia intrínseca, que detalha os suspiros mais secretos dessa etapa. Mas hoje foi diferente! Bem, diferente. O cansaço costumeiro de cada trecho percorrido pelos corredores do ambiente da dor (pronto socorro) deflagra a impotência e o inconformismo em cada semblante indulgente. Pessoas aflitas a procura da solução imediata! Quando isto ocorre, raciocínio algum, opera e, desta maneira minha visão testemunha a busca de respostas muitas vezes incompreensíveis, aos olhos, porém claras e marcantes, no coração. Toda essa carga ruim, apenas alimenta a indignação impotente, e nada mais...

SÃO, MAS NÃO SALVO...

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Perdi a noção! Confesso que o mundo das palavras, Poluiu copiosamente O manancial inventivo Do meu íntimo... Achei estar remando, a favor da maré! Mas o curso vigoroso, Atingiu-me inesperadamente Demonstrando o devido cuidado Quando se entra no mundo alheio Do estilista literário, inquietante... Mau grado a visão esquerda, alertou. E perante a teimosia, A última frase lida, Perpetuou o sepultamento, da inspiração. Onde fui, parar? Aleluia! A voz despertou! Tenho fé, que sou eu. Ou, não!? Sim, sim, sou eu! Somente o escritor, replica outro escritor. Por quê? Pergaminhos milenares Remontam a batalha Do eu, contra ti Da leitura, versus a escrita Do natural, sobre o híbrido Do poeta, A favor da sã e nostálgica liberdade! Em, Sonhar... JRA (o poeta da verdade)

A DIVISÃO

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Sempre pela caminhada o tempo encurta as distancias, seja qual for o objetivo a traçar o passo a seguir. É desta forma que tudo que cerca se manifesta rapidamente a incomodar, pois o nosso conflito interior dita uma voz incansável a atormentar para mudar a condição de sofrimento. Venci uma etapa! Parabéns... Superei uma batalha! Sucesso então... Mas no momento de comemorar lembrei que, ninguém estava perto a retribuir a recompensa pelo esforço, com o abraço necessário para dar força. Que arrepio marcou isto desde então. Procurei um amigo e então compartilhei o abraço. Mas seu abraço não preencheu a necessidade. Qual seria está necessidade? O afeto delicado do toque do desejo e do carinho do corpo. Esta partilha é uma fonte majestosa da briga de manter em pé a vitória sobre a etapa e a superação diante da batalha. Daí, sim, o sucesso é pleno. Mas, não! Por minutos isolado no meu apartamento segui a procurar este abraço do amigo, que trouxe apenas um pequeno segmento do mágico mundo do “...

LEMBRA ?

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ELEFANTE MATRICIAL

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Ufa! Parece que novos ares e novos tempos percorrem a recepção do pronto socorro. Um gigante barulhento e obsoleto não é mais notado e, como era percebida a sua existência no momento da impressão de etiquetas, ainda mais sem um abafador apropriado incorporado ao equipamento. É fato que a impressora por longa data persistiu ao processo de transformação. Trocou-se monitores, cpus e o sistema de cadastro modificou-se. Por que não houve a troca perante a ocasião? Uma vez que, o montante de etiquetas malbaratadas era abissal?Os questionamentos podem gerar muitas réplicas e nesta altura dos acontecimentos o importante é comemorar. No entanto, algo na mente resgata a leitura da crônica do Sabino de nome “minha nova namorada”, apenas leitura, já que a finada impressora nunca foi bem quista. O escritor diante da inspiração expressa sua nova aventura amorosa a compor suas obras, conforme o diminuto trecho que resgato a seguir: “Pois agora aqui estou, pronto a me passar para algo mais sério, inic...