Postagens

ESTRELA DA MANHÃ

ESTRELA DA MANHÃ Nuvem que cobre o céu Entardece a chegada da estrela matutina Raio de luz diário e custoso Que abre portas através da colina. Ontem a chuva deixou o dia claro Mas o raio da luz não esteve presente. Sua falta fora sentida E no ultimo manifesto do tempo vespertino Você também não se fez presente. O finado violeiro não está mais conosco E caminha por outros dias secretos. Lá também será necessária a luz matutina Mas isto é condição de fé e crença. Novembro é mês antagônico Pois traz a marca do fim próximo Do ano que alentou a prosa e o verso. Momento este de uma luz de esperança Que possa trazer a estrela da manhã Mais próxima da condição delicada Que vive a escrita desta nação. E quando o raio de luz soprar a nova inspiração Que seja o momento de libertação Da condição de rever e aprender Por onde se caminhou e nada mudou... JRA (o poeta da verdade)

LUZ ARTIFICIAL

Encontro de amigos Mesas postas Cadeiras alinhadas para o conforto. De repente o piso opaco Reteve por diminuta circunstancia A luz artificial dos refletores. As folhas com seu verde esperança Trilhavam o caminho da união De dois corações apaixonados. Muita expectativa e novamente a luz se fez presente. Ao som da marcha sublime a noiva desfilava Com requinte e delicadeza em passos de fada E a luz artificial era aniquilada Pelo brilho de encanto Do olhar de cada amigo presente. O sorriso gentil encantava e sem pressa chegou Ao encontro do noivo sereno e elegante. O designado da cerimônia Fez a fala ultrapassar o tempo Deixando delineada a importância do respeito mutuo. Mas a luz artificial continuava ali E as rosas nos vasos mostravam o efeito Diante das pétalas cansadas Colocadas como adorno em cada vaso Que a luz penetrava e refletia no gel Assentado como água a suprir esta sede. Este momento era despedida De um ciclo de pétala A formar uma nova flor. Flor esta que desfilou pelo salão...

REFLEXÕES PARA BEM VIVER

Imagem
Mais um trecho marcante na difícil caminhada da escrita e diante da reflexão de cada dia de vida é importante registrar um sentimento e um pensamento para o próximo que abra as páginas do livro que coleta a energia positiva dos queridos colegas escritores. Lógico rs alguém precisa organizar e novamente a presença importante de LUIZA BEATRIZ MOREIRA neste novo projeto.Por enquanto segue a capa a determinar a expectativa , pois o livro será lançado em dezembro deste ano (2008). Este ano foi muito proveitoso para a minha pessoa na condição da escrita com duas participações a registrar momentos de orgulho através das palavras em dois livros . Este que segue a capa ao lado e o outro que também se encontra no blog "Antologia Delicatta III" . Sucesso a todos! Deus abençoe mais este momento ...

APROXIMAÇÃO

Sempre com a aproximação de fim de ano inúmeras situações cercam o imprevisível. Da comemoração e alegria por muitos, também surge o drama de alguns pelo excesso. Festejar é a necessidade, pois apenas neste dia lembramos um único dia. Parece piada, mas é sempre assim. Um único dia a lembrar no todo de 365 dias. Mas nem tudo se perdeu. A solidão que assola e agonia desta vez não rondou o ambiente da dor do corpo. Os inúmeros casos dos suicidas de plantão ficou estacionado em algum lugar bem longe. É uma vitoria estranha, pois na razão de existir este ambiente sempre um ou outro chega até aqui mutilado pelos fogos ou nas bebedeiras sem fim até o corpo adormecer. A conclusão das palavras traz a única direção que saciou a vitoria estranha. Nenhuma vida se perdeu por aqui por achar que ficar só é o motivo para tentar pela própria vida. Mas é claro que o ambiente não ficou vazio, pois no meio da festa os fatos foram ocorrendo e um a um encheram o PS nos mais diversos dramas possíveis e com ...

14/11/1997 (sexta feira)

Curitiba, catorze de novembro de mil novecentos e noventa e sete. Mais precisamente uma manhã de sol no ambiente da dor (pronto socorro). Ali começava meus primeiros passos nesta trajetória de onze anos completados “hoje” e pra quem gosta de coincidência, lá vai, “era sexta feira também”. Lembro de um dizer meu sobre ser provisório e assim segue o transitório que passa dia após dia e continuo a somar noites e mais noites de trabalho. Nas minhas contas ultrapassei a marca de mil noites longe do lar e do descanso necessário para a mente e o corpo, observando os mais diversos dramas na busca da solução imediata. Pelo menos é isso que se espera de um pronto socorro “ser imediato”. Também os dias de comemoração de fim de ano, mais de sete natais de serviço e na mesma dose a mudança do ano velho para o novo, passei longe dos familiares. Estranho, pelo menos pra mim, dizer ano velho para o ano novo, pois são algumas horas que limitam o encontro de ambos, mas na verdade são horas terríveis de...

O MENINO E OS LEÕES

A briga era intensa. De um lado o amor pelos amigos e de outro o amor pela família. E assim seguia o conflito estabelecido. Mas poderia o menino domar os leões e assim compartilhar o amor dividido? O martírio seguia desta forma na mente desta criança e se dividia no entendimento pelos amigos então como leões a protegê-lo. Mas de repente chegou algo novo. Percebeu que sua amizade era algo diferente e o amor da outra parte trazia um entendimento diferente. A todo o momento a sua fuga era em busca do território desconhecido fora do lar. E assim determinava sempre seus passos com seus leões lado a lado. Mudar era necessário, mas a força não surtia efeito, pois fazer valer a palavra dita, pouco adiantava, diante do sentir que cerca dentro. Mas é sempre através do sentir que o manifesto vem com o tempo. Certo dia uma prova surgiu e o menino com seus leões se deparou com o destino pela frente. Os leões correram! Cada qual para um lado e o menino tão só ficou de imediato que paralisado seus pa...

CASA DE CABOCLO

Chão batido Porta aberta Casa hospitaleira Gente alegre e modesta. A bironha barulhenta Diz que a visita É de longe e vem com pressa. O poso é na cama de cerne Do colchão de palha E coberta de pena. No fogão de tijolo A lenha a queimar o dia todo E na chaleira de ferro A água é pura ebulição Para o próximo chimarrão. Na cuia de cabaça carqueja e pata de vaca Misturam-se na erva mate da mata aberta. Entre viajante! Fale o que campeia! Vejo que vem de longe E sua face é de tristeza. Venho com o pedido nos olhos E na fala a esperança de uma cura. O coração há tempos não bate como antes E esta face triste hoje me acompanha. Sente e não comente Tome o chimarrão da minha cuia E depois siga em paz. O viajante levantou se viçoso e alegre E após o aperto de mão seguiu sua sina. Disse obrigado com o coração contente E com a viola hoje dedilha e emotiva. JRA(o poeta da verdade).